Marinha norte-americana destrói 581 toneladas de produtos químicos da Síria

Marinha norte-americana destrói 581 toneladas de produtos químicos da Síria

 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Ago de 2014, 16:40

Um navio da Marinha norte-americana, estacionado no Mar Mediterrâneo, destruiu 581 toneladas de produtos químicos que podiam ser usados pela Síria para produção de gás Sarin, anunciou hoje a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)

Uma fonte daquele organismo disse, confirmando um relatório do Pentágono, que "todas as 581 toneladas de um produto químico que podiam ser usados para o fabrico do gás Sarin foram removidos da Síria e transportados no navio US Cabo Ray e destruídos através da tecnologia de neutralização a bordo do navio".

De acordo com a organização, o produto químico, chamado difluoreto de metilfosfonila ou DF, foi anulado através de dois sistemas de processo de hidrólise instalados no navio US Cabo Ray, que navegava "em águas internacionais do Mar Mediterrâneo".

O efluente do processo de hidrólise será levado para fora do navio e destruído em instalações terrestres na Alemanha e na Finlândia.

Na semana passada, a OPAQ, organização internacional independente, que trabalha em cooperação com as Nações Unidas, disse que já haviam sido destruídos quase três quartos de todo o arsenal químico da Síria.

Em 2013, o regime do Presidente Bashar al-Assad concordou com um plano internacional para destruir o arsenal de armas químicas depois de um protesto mundial sobre ataques químicos num subúrbio de Damasco no mesmo ano, que pode ter matado até 1.400 pessoas.

Em julho, o chefe da diplomacia britânica, William Hague, anunciou, em comunicado, que algumas centenas de toneladas de produtos químicos exportados para a Síria por empresas britânicas nos anos 1980 foram provavelmente utilizados para fabricar gás Sarin.

Segundo o governante, os produtos, que podem ter sido adquiridos para o fabrico de plásticos ou medicamentos, “foram exportados para a Síria por empresas britânicas entre 1983 e 1986”.


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