Marinha italiana encontrou traineira que se afundou e provocou morte de 700 pessoas

Marinha italiana encontrou traineira que se afundou e provocou morte de 700 pessoas

 

Lusa/AO online   Internacional   7 de Mai de 2015, 16:01

A Marinha italiana anunciou que já avistou os destroços da traineira que se afundou em abril quanto tentava fazer a travessia marítima para a Europa, provocando a morte de cerca de 700 pessoas.

 

"Hoje, cerca de 85 milhas a norte da costa da Líbia foi localizada a 375 metros de profundidade, uma embarcação de cor azul com um comprimento de 25 metros, capaz de ser um dos barcos que se afundou em 18 de abril", anunciou a Marinha num comunicado.

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, na sequência do desastre humanitário, comprometeu-se a tentar resgatar o barco para que os mortos que ainda estão no porão, trancados, pudessem receber um enterro apropriado.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou, na altura, o naufrágio de uma traineira, com 700 imigrantes a bordo, frente à costa líbia, e pediu à União Europeia (UE) uma resposta face às inúmeras mortes de imigrantes no Mediterrâneo.

Ban Ki-moon manifestou-se "chocado e profundamente entristecido" com a tragédia, a mais recente de uma série de outras ocorridas na última semana, envolvendo a morte de centenas de imigrantes e refugiados, refere em comunicado o seu porta-voz.

Para o secretário-geral da ONU, estas tragédias figuram como "urgentes lembretes da necessidade fundamental de se ter uma forte capacidade de busca e de resgate no Mediterrâneo", pelo que instou a UE e os seus governos a "acelerar os seus atuais esforços no sentido de responder de forma global à situação daqueles que procuram refúgio nas suas fronteiras".

"Com números recorde de pessoas que fogem da guerra e da perseguição, há mais gente a tentar chegar à Europa por barco e estão a perder-se mais vidas", realçou.

Segundo dados da ONU, a confirmar-se a morte dos imigrantes desaparecidos no naufrágio de sábado, desde o início do ano terão morrido em águas do Mediterrâneo cerca de 1.600 pessoas, as quais se somam às mais de 3.500 que perderam a vida em 2014.

"Isto faz do Mediterrâneo a rota mais mortífera das utilizadas pelos requerentes de asilo e imigrantes", concluiu Ban Ki-moon

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