Marcelo pede ação no plano social e aconselha cautela com dependência do turismo


 

Lusa / AO online   Regional   5 de Jun de 2017, 13:05

O Presidente da República elogiou hoje o que "muito se fez" pelo desenvolvimento dos Açores, mas pediu ação constante no plano social, em apoio aos excluídos e carenciados, e aconselhou cautela com a dependência do turismo.

 

Marcelo Rebelo de Sousa falava na sessão solene comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, no parlamento açoriano, na Horta, Faial, na presença do atual presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e dos seus antecessores João Bosco Mota Amaral e Carlos César.

Numa intervenção de cerca de 25 minutos, o chefe de Estado saudou os deputados da Assembleia Legislativa dos Açores, "a sua projeção governativa recentemente sufragada com mandato renovado, e as combativas opções opositoras", e atribuiu o "surto de desenvolvimento" desta região nas últimas décadas à "ação concertada de todos".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "muito se fez, muito está agora a ser feito - no crescimento económico, no controlo do défice, no combate ao desemprego - e esses passos são um mérito indiscutível e uma expectativa inquestionável".

"Muito haverá, no entanto, ainda a fazer. Desde logo, no plano social, através de uma atuação constante, incisiva e inclusiva, com resposta acrescida às crises externas e internas, em prol dos excluídos e carenciados - atuação desenvolvida em estreita articulação com a sociedade civil e as diversas entidades", acrescentou.

"E, ainda no plano social, elevando permanentemente os níveis educativos e sanitários, e promovendo a qualificação científica e tecnológica", completou.

O Presidente da República aconselhou, depois, que "o crescimento económico, nomeadamente o que se baseia no turismo - que é uma realidade indesmentível e pujante - acautele os equilíbrios sociais, ambientais e culturais".

Marcelo Rebelo de Sousa disse saber que "essa também é uma preocupação das autoridades regionais", e argumentou que aqueles são os fatores "que precisamente tornam esta região cada vez mais conhecida no mundo e irresistivelmente atrativa" e que é preciso "preservar para as gerações futuras".

"Os Açores estão e estarão na moda, pelas melhores razões", afirmou.

Na parte final do seu discurso, o Presidente da República salientou as "potencialidades que esta região oferece em termos agroindustriais, na geoestratégia, no espaço, na economia do mar, com o apoio em centros de investigação de excelência e de uma universidade reconhecida nacional e internacionalmente".

"Todos eles são ativos que poderão evitar que o tecido económico e a empregabilidade da região dependam excessivamente do fator turístico", considerou.


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