Marcelo e Costa lançam nova Escola Portuguesa em São Paulo

Marcelo e Costa lançam nova Escola Portuguesa em São Paulo

 

Lusa/AO Online   Economia   7 de Jun de 2017, 08:35

O Presidente da República e o primeiro-ministro vão lançar a nova Escola Portuguesa de São Paulo, no dia 11, no segundo de dois dias de comemorações no Brasil do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

 

De acordo com fonte oficial do executivo, outro momento alto da presença de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa no Brasil acontecerá nesse mesmo dia 11, mas já no Rio de Janeiro, na parte da tarde, quando for assinado um memorando de entendimento para garantir a preservação e a valorização do património do Real Gabinete Português de Leitura.

O Real Gabinete Português de Leitura é uma instituição fundada em 1837 por membros da comunidade portuguesa e que é considerada uma das mais emblemáticas da cultura lusófona no mundo.

Numa visita em que o Governo, além de António Costa, também se fará representar pelos ministros da Defesa (Azeredo Lopes), da Educação (Tiago Brandão Rodrigues), pelo secretário de Estado das Comunidades (José Luís Carneiro), o chefe de Estado e o primeiro-ministro presidem à assinatura de um memorando de entendimento para a valorização e preservação do património português do Real Gabinete Português de Leitura e no âmbito do qual se prevê a criação de uma nova associação, denominada Luís de Camões.

O estado atual do Real Gabinete Português de Leitura esteve no centro das preocupações, tanto do Presidente da República, que o visitou em agosto passado, como do primeiro-ministro, que também esteve ali em setembro passado.

Na "maravilha do neoclássico manuelino", o Presidente da República sentou-se "para não morrer de emoção" ao pegar no manuscrito de "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco.

Já o primeiro-ministro, durante a sua visita àquela instituição histórica, deixou uma mensagem do seu ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, em relação ao futuro do Real Gabinete Português de Leitura.

"Pediu-me para transmitir aqui que os estudos estão não só muito avançados, como se encontram no sentido muito positivo de rapidamente podermos fechar um entendimento sobre o futuro do Real Gabinete Português de Leitura. É o mínimo que o Estado português pode fazer por esta instituição", completou o primeiro-ministro.

António Costa considerou em seguida que a melhor forma de se homenagear a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro "é precisamente o Estado Português assumir as suas responsabilidades em relação à continuidade e perenidade de uma instituição que tanto tem feito pela cultura da língua portuguesa".

"Brevemente poderemos concluir o trabalho já iniciado", insistiu na mesma ocasião.

Antes, o primeiro-ministro tinha escutado os avisos de responsáveis do Real Gabinete Português de Leitura de que a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro, sozinha, já não tinha capacidade para responder às exigências decorrentes das despesas com restauros, preservação e com as atividades da instituição.

Já no que respeita à Escola Portuguesa de São Paulo, esta foi uma das principais preocupações transmitidas por membros da comunidade portuguesa ao primeiro-ministro, em setembro passado, durante a sua visita oficial ao Brasil.

Nessa ocasião, em 07 de setembro, num breve discurso que fez na Casa de Portugal, António Costa disse que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, lhe tinha salientado que estava pessoalmente "empenhado" em concretizar o projeto de construção da escola portuguesa de São Paulo.

Na manhã do próximo dia 11, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, no Consulado Geral de Portugal, vão agora presidir à cerimónia de assinatura do ato de cedência de terreno e edificado para a construção da futura Escola Portuguesa - um contrato a celebrar entre os governos de Lisboa e do Estado de São Paulo.

Durante as comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, na parte do programa relativa a São Paulo, os chefes de Estado e do executivo nacionais presidem também à assinatura de um protocolo de cooperação técnica, a celebrar entre o Instituto Camões, a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e a Fundação Roberto Marinho, para o fornecimento de conteúdos para o Museu da Língua Portuguesa, que ficou praticamente destruído em consequência de um incêndio em dezembro de 2015.

Num dos últimos pontos do programa de comemorações do 10 de Junho no Brasil, no Rio de Janeiro, depois de um almoço a bordo do Navio Escola Sagres, o Presidente da República e o primeiro-ministro vão ainda inaugurar o novo edifício do Consulado Geral de Portugal.

 



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