Marcelo diz-se "Presidente de cada um dos portugueses" e promete voltar em outubro

Marcelo diz-se "Presidente de cada um dos portugueses" e promete voltar em outubro

 

LUSA/AO online   Regional   1 de Jun de 2017, 17:50

Marcelo Rebelo de Sousa declarou-se hoje "Presidente de cada um dos portugueses", à chegada aos Açores para uma visita a sete ilhas do arquipélago, e prometeu regressar em outubro a esta região autónoma, para um novo périplo

"É com uma profunda alegria que aqui começo este primeiro périplo. Haverá um segundo, em outubro", anunciou o Presidente da República, na ilha do Corvo, tendo ao seu lado o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, com quem se reuniu a sós.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a sua ida aos Açores "é um ensejo único, para saudar um povo" e também para "mostrar que o Presidente da República é o Presidente de todos os portugueses, mas é, além disso, o Presidente de cada um dos portugueses".

"O que é diferente, e é mais do que ser Presidente de todos os portugueses", considerou, acrescentando: "É querer estar próximo de cada um dos portugueses, de cada uma das portuguesas. E, aqui, de cada uma das açorianas, de cada um dos açorianos".

O chefe de Estado mencionou que a sua vinda à Região Autónoma dos Açores "não ocorreu no ano passado por uma razão muito simples: haver eleições regionais".

"Gostaria de ficar mais tempo. E nada como começar por ouvir aquilo que é a visão do senhor presidente do Governo Regional acerca dos desafios presentes e futuros dos Açores e dos açorianos", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ter tomado "devida nota" do que lhe transmitiu Vasco Cordeiro, no encontro que tiveram a sós, no Corvo, e agradeceu-lhe a sua exposição "sintética mas exaustiva" da realidade económica, social e política dos Açores.

"Os açorianos já sabem, mas poderão confirmar, que têm no Presidente da República alguém que está permanentemente sintonizado com as suas preocupações, com o seu dia-a-dia, com os problemas, os anseios, aspirações, os desafios que são os seus. Já sabem isso", declarou.

O Presidente salientou que a Assembleia da República e o Governo da República "têm uma palavra decisiva" em muitas dessas matérias, e defendeu que a informação que levará desta visita terá um impacto "positivo para todos" os órgãos com os quais se relaciona institucionalmente.

No seu entender, "o Presidente da República tem essa missão constitucional, que é a de plataforma constante no relacionamento com outros órgãos de soberania".

Marcelo Rebelo de Sousa descreveu os açorianos como "um povo corajoso, um povo determinado, um povo de vocação universal" e, citando Vitorino Nemésio, comparou os Açores a "um porta-aviões de 600 quilómetros, tantos são os que distam de Santa Maria ao Corvo".

"É curioso que, sobre o Corvo, dois escritores que vinham de fora tiveram visões completamente diferentes. Virgínia de Castro Almeida, que passou aqui umas horas, disse: como fica longe do mundo a ilha do Corvo. E Raul Brandão, que aqui passou umas semanas, disse precisamente o contrário: o Corvo é um mundo", prosseguiu.

"Juntando as duas definições, nós temos aquilo que é o Corvo e aquilo que são os Açores", sustentou, considerando que "essa é a força dos Açores e é a força dos açorianos".


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