Marcelo defende que portugueses querem "desdramatização" da política

Marcelo defende que portugueses querem "desdramatização" da política

 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Mar de 2016, 16:32

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje no Porto que os portugueses "querem afeto" e esperança ao mesmo tempo que tem assistido a um "desejo de estabilidade" e "desdramatização" da política.

 

“Eu estou a sentir que por um lado há um desejo de estabilidade, um desejo de desdramatização, de descompressão na vida política portuguesa e por outro lado há sinais de esperança. Temos é que fazer corresponder a esses sinais de esperança, passos de esperança”, afirmou o novo chefe de Estado no final da visita ao bairro do Cerco, na zona oriental da cidade do Porto.

Por isso, defendeu que é preciso “fazer corresponder, a esses sinais de esperança, passos de esperança”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que no percurso a pé foi ouvindo o apoio de residentes que lhe chamavam “o Presidente dos afetos”, acrescentou que “os portugueses querem afeto e querem acreditar e ter esperança, olhar para o futuro com mais esperança”.

“E nesse sentido, é o avançar para uma nova fase da vida portuguesa, as pessoas estão a precisar disso”, assinalou o chefe de Estado que lembrou como “os tempos no mundo e na Europa estão muito difíceis” pelo que “puxar para cima a alma nacional é fundamental”.

Questionado sobre a manhã no centro da cidade do Porto, o presidente da República contou como ouviu falar de problema sociais, desemprego, problemas dos reformados e pensionistas mas preferiu destacar a “vontade de olhar para o futuro com maior esperança”.

“Isso é tão importante porque é um começo de mudança. Não é a mudança mas um começo de mudança”, frisou aos jornalistas, momentos antes de aceitar os dois pares de sapatos que o candidato presidencial conhecido como Tino de Rans lhe levou.

No dia em que encerrou as cerimónias de tomada de posse, Marcelo admitiu que “foram três dias que não foram só de festa” e que “o estabelecer contactos com os representantes estrangeiros em Portugal é trabalho”.

Já o “estar presente junto das pessoas”, disse que “não é trabalho” mas “significa o que é uma das funções do Presidente da República”.

“Eu quis que tudo isso se juntasse numa dimensão nacional e não ficasse só em Lisboa”, assinalou o sucessor de Cavaco Silva em Belém, para quem o trabalho enquanto PR “é de todos”.

“Não há dons Sebastiões em democracia. O trabalho é de todos. O PR é apenas uma peça, no meio de uma realidade que é muito mais vasta e em que o essencial é cada português”, frisou o novo chefe de Estado.

E acrescentou: “ou nós acreditamos em nós ou falta-nos a energia para ir mais longe e mais além”.

Eleito a 24 de janeiro com 52% dos votos, Marcelo Rebelo de Sousa, 67 anos, tomou quarta-feira posse como Presidente da República e encerrou hoje as cerimónias no Porto, cidade onde, admitiu, ficou surpreendido com o “calor humano”.

Num dia dedicado ao Porto, Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido de manhã nos Paços do Concelho pelo presidente da câmara, o independente Rui Moreira, e ao início da tarde visitou na Galeria Municipal Almeida Garrett a “P. – Uma Homenagem a Paulo Cunha e Silva por extenso”, uma exposição sobre o vereador da Cultura que morreu em novembro.

No Largo dos Afetos, no Bairro do Cerco, Marcelo assistiu a uma exibição do projeto OUPA de hip hop por jovens residentes, liderado pela rapper Capicua, e chegou mesmo a improvisar um rap onde prometeu estar sempre “onde está a sua gente”.

 


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