Marcelo convida idosos da Terceira a visitá-lo em Belém e diz que parar é morrer


 

LUSA/AO online   Regional   2 de Jun de 2017, 18:21

O Presidente da República almoçou hoje com mais de mil idosos na ilha Terceira, nos Açores, que convidou para o visitarem no Palácio de Belém e a quem disse que parar é morrer

Durante este almoço, numa tenda com mesas corridas, na cidade da Praia da Vitória, foram servidas as tradicionais sopas do Espírito Santo, com carne e pão, mas Marcelo Rebelo de Sousa esteve grande parte do tempo a cumprimentar as pessoas e tirar fotos, de mesa em mesa.

Antes de um percurso a pé até à Casa Vitorino Nemésio, o Presidente falou aos presentes, para afirmar que quis estar "próximo de todas e todos” os que estavam ali hoje, observando: "Claro que isso teve um preço, é que não provei a alcatra, vi-a passar de longe, e comi a correr tudo o resto".

"O mais importante era abraçar-vos e beijar-vos e ouvir aquilo que me tinham a dizer e agradecer a vossa presença", acrescentou, recebendo palmas.

Depois, o chefe de Estado deixou um convite: "Eu conheço a Terceira há muito tempo, não vos conhecia bem era a todos vós. Agora, passamos a ser íntimos. Quando passarem por Lisboa ou lá forem, apareçam, para eu vos receber, tal como me receberam aqui".

Marcelo Rebelo de Sousa pediu-lhes, somente, para, "se for possível, não aparecerem todos juntos", porque "não vai ser fácil arranjar espaço no Palácio de Belém", e sugeriu: "vão em grupos, assim 50 de cada vez, vá lá, 100 de cada vez, mas não apareçam todos".

Nesta intervenção de cerca de cinco minutos, tendo perto de si o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, o Presidente da República, que está com 68 anos, declarou que se sentia bem ali, entre idosos.

"Já temos todos mais de 65 anos de idade, pelo menos a maioria. O senhor presidente do Governo Regional é que ainda lhe faltam uns 20 e tal. Mas, nós, os melhores, somos que temos mais de 65, é ou não é verdade", perguntou Marcelo Rebelo de Sousa.

"E eu, pegando na canção que cantámos todos há pouco, retenho aquele refrão: a vida passa por nós e por toda a gente, mas o segredo está em sabê-la viver. Parar, não vale, é ou não é? Pois andar é sempre diferente. Cantar, dançar, porque parar é morrer", prosseguiu.

Perante as centenas de idosos que enchiam o espaço, Marcelo Rebelo de Sousa concluiu: "E nenhum de nós vai parar, porque não vai morrer. Estamos vivos, estamos felizes aqui. Eu estou feliz por estar convosco. Mas, um abraço para os homens, mais dois beijinhos para as senhoras. O Presidente de Portugal está convosco e agradece esta receção".

O chefe de Estado, que em seguida passou ao lado do areal da Praia da Vitória, referiu que já nadou ali muitas vezes e contou ainda aos presentes que é sócio do clube Fonte do Bastardo, "que ao longo do tempo foi várias vezes campeão de voleibol a nível nacional".

"Sou sócio, pago as quotas, e só não venho à Assembleia Geral porque às vezes não dá jeito. Mas, cada vez que esse clube jogava com outros clubes assim de grande renome, eu torcia pelo nosso grupo", relatou, provocando uma salva de palmas.

Marcelo Rebelo de Sousa ressalvou que agora, como Presidente, tem de torcer por todos os clubes. "É um cansaço, porque não tenho para onde me virar, há sempre um que ganha qualquer coisa", considerou.



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