Marcelo continua a crer numa UE com mais integração e capacidade de resposta

Marcelo continua a crer numa UE com mais integração e capacidade de resposta

 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Set de 2016, 10:31

O Presidente da República Portuguesa defendeu hoje como solução para a crise da União Europeia (UE) em várias matérias maior integração, nomeadamente dos países do oeste balcânico, e respostas mais rápidas por parte das diversas instituições.

 

"Éramos poucos, somos muito mais hoje e vamos ser mais amanhã. É a maneira da Europa ser mais forte, com mais e não com menos Europa", resumiu Marcelo Rebelo de Sousa, na conferência de imprensa final do 12.º encontro do Grupo de Arraiolos, que reuniu entre quarta-feira e hoje 10 chefes de Estado europeus sem poderes executivos na Bulgária.

A primeira reunião do Grupo de Arraiolos, então de seis Chefes de Estado (Portugal, Alemanha, Finlândia, Hungria, Letónia e Polónia) ocorreu em outubro de 2003, na vila portuguesa de Arraiolos, por iniciativa do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, subordinada ao tema do alargamento europeu a leste.

"Nenhum de nos está em negação. Todos sabemos que não podemos negar fatores internos e externos de crise na UE - económica, social, política, geoestratégica. Existe, está aqui. Não é só o "Brexit" (saída do Reino Unido dos 28). Estamos a par dos riscos de xenofobia, nacionalismo, ceticismo", elencou.

O Chefe de Estado português afirmou que "a resposta tem de ser positiva, não negativa".

"Acreditamos na Europa e na UE. Lembremos o que elas queriam dizer comparado com a situação com que nos deparamos hoje. Significou muitas mudanças nas nossas vidas. No médio e longo prazo, migrações não podemos evitar de pensar nas causas (guerras, fatores demográficos, mudanças em zonas fronteiras). Europa tem de ter respostas", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa declarou ser "um grave erro não dar um sinal claro da UE para esses estados dos Balcãs (Macedónia, Montenegro, Sérvia, Albânia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo) acerca da possibilidade e da capacidade de construir paz, segurança e uma sociedade justa e uma economia em crescimento - a integração é a solução".

"Esperámos demasiado tempo noutros campos. Esse foi o problema da Europa. Acreditamos na UE e numa capacidade mais forte e rápida de decisão, respeitando os princípios da subsidiariedade, mas sabendo que a integração foi a chave da paz e segurança nos nossos países", disse.

 

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