Marcelo considera que relatório da OCDE não tem alterações significativas

Marcelo considera que relatório da OCDE não tem alterações significativas

 

Lusa/AO Online   Economia   6 de Fev de 2017, 12:15

O Presidente da República considerou hoje que o relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) foi elaborado com números "recolhidos há algum tempo", não revelando alterações significativas.

 

“Acho que o relatório da OCDE vem na linha da posição anterior da OCDE, portanto é um relatório feito com números recolhidos há já algum tempo e que aponta para no fundo uma linha de continuidade relativamente às previsões da OCDE quanto ao crescimento, quanto ao emprego e quanto à balança de pagamentos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Não tem alterações significativas”, concluiu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas durante uma visita às instalações do Colégio Pina Manique da Casa Pia de Lisboa.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) diz que o investimento em Portugal está mais de 30% abaixo do nível de 2005 e antecipa que o desemprego se vá manter nos dois dígitos nos próximos anos.

A OCDE divulgou hoje um relatório sobre a evolução da economia portuguesa e, no documento, antecipa "um crescimento anual moderado", de 1,2% em 2017, e refere que o consumo privado teve um papel importante recentemente, mas "deverá perder peso porque a criação de emprego é demasiado fraca para que as despesas dos consumidores continuarem a expandir-se ao nível atual".

O investimento deverá "continuar fraco" e as exportações "vão crescer menos" do que nos anos anteriores, em parte devido à queda da procura da China e de Angola, mas deverá "continuar a ser a força por trás do crescimento neste ano e no próximo".

Tendo em conta o "baixo crescimento", mas também um salário mínimo mais elevado e a continuação da rigidez do mercado de trabalho, a OCDE antecipa que a queda do desemprego seja "muito mais lenta do que nos últimos dois anos" e que "é provável que o desemprego continue nos dois dígitos, entre os mais altos da União Europeia".

Quanto ao desemprego, a OCDE reconhece que tem estado a cair mas continua em "níveis desconfortavelmente elevados", nos 10,5%, uma proporção que é de 26,1% entre os jovens.

Relativamente às exportações, a organização de Angel Gurría considera que as reformas estruturais já feitas permitiram um "reequilíbrio da economia para as exportações", sublinhando que Portugal exporta agora mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB), quando em 2005 as exportações representavam apenas 27%.

Isto quer dizer que há mais empresas a exportar do que anteriormente, referindo a OCDE que este processo "começou ainda antes da crise" e que os dados a nível micro sugerem que esta melhoria nas exportações "é de natureza estrutural".

A OCDE sublinha que a fraca procura interna numa altura de crise económica contribuiu para a melhoria da balança comercial, mas alerta que vão ser precisas "melhorias estruturais adicionais" para consolidar estes progressos iniciais e garantir que se mantêm quando as importações recuperarem.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.