Marcas 'made in" Portugal ganham terreno e apostam na internacionalização

Marcas 'made in" Portugal ganham terreno e apostam na internacionalização

 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Out de 2010, 10:48

As marcas “made in Portugal” continuam a ganhar terreno além fronteiras e representam 70 por cento das que foram criadas em 2009, sendo a maioria nas áreas da consultoria financeira e auditoria e estética e bem-estar.

Segundo a diretora do Instituto de Informação em Franchising (IIF), do total de marcas (521) em Portugal, mais de metade (55 por cento) são portuguesas e a internacionalização é uma das suas principais apostas.

“O surgimento de novas marcas portuguesas tem a ver com a maturidade que o franchising alcançou no mercado português. Atualmente, houve uma inversão da situação verificada há 10 anos atrás – em que as marcas líderes de mercado eram dos EUA, Espanha, Inglaterra – e 55 por cento das marcas que estão cá são 'made in Portugal', o que demonstra o interesse cada vez maior dos empresários nacionais por esta forma de crescimento empresarial”, disse à Lusa Andreia Jotta.

Cerca de 23 por cento das marcas franchisadas portuguesas "já operam fora de Portugal", e, em alguns casos, o volume de negócios "da rede de lojas internacionais chega a representar metade da faturação total da marca, o que demonstra bem o peso" da internacionalização no negócio.

Espanha continua a ser um dos destinos preferenciais de expansão das marcas portuguesas, mas outros países têm vindo a ganhar as preferências dos gestores portugueses.

O Leste Europeu, os PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa e o Médio Oriente são destinos com grande potencial para a expansão fora de portas dos conceitos nacionais.

Existem marcas que já operam em mais de três países, entre os quais Dubai, Polónia, Arábia Saudita, Brasil, Angola ou Cabo Verde.

Em 2009, o número de unidades franchisadas cresceu 5,2 por cento, com a abertura de 968 novas lojas.

No total, existem 521 redes a operar em franchising nem Portugal, sendo a maior parte delas pertencente ao setor dos serviços, que representa 52 por cento de todas as marcas, com particular destaque para os sub sectores de estética/saúde e serviços a particulares.

Esta é uma tendência que se explica “com a preocupação cada vez maior por parte da sociedade pela saúde e pela beleza, e o franchising acompanhou essa tendência com preços muito atrativos para o consumidor final que permitem o acesso de toda a sociedade a um serviço que era restrito, há alguns anos, a um grupo mais seletivo”, disse.

O número médio de unidades por marca atualmente é de 22, enquanto há dez anos era de 15. Lisboa e Porto continuam a ser os distritos privilegiados para as redes de franchising instalarem as suas sedes, representando 48 por cento e 22 por cento, respetivamente.

O franchising é um modelo de desenvolvimento de negócio, no qual o franchisador (detentor dos direitos do negócio) vende ao franchisado os direitos para este explorar a marca.

Ao comprar os direitos, o franchisado paga um direito de entrada (uma espécie de jóia de adesão que remunera o franchisador pela sua experiência numa marca, produto ou serviço). Mensalmente, e durante o tempo em que for franchisado, também pagará royalties (taxa mensal pela utilização do conceito).


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