Manifesto de personalidades açorianas apela a recandidatura de Mota Amaral a deputado

Manifesto de personalidades açorianas apela a recandidatura de Mota Amaral a deputado

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Abr de 2015, 18:38

Um grupo de personalidades açorianas ligadas, maioritariamente, ao PSD e ao CDS-PP divulgaram hoje um "manifesto de apelo" à recandidatura de Mota Amaral a deputado na Assembleia da República.

O "manifesto de apelo à recandidatura de João Bosco Mota Amaral à Assembleia da República" conta com as assinaturas de ex-dirigentes, históricos e militantes do PSD/Açores, como Pedro Nascimento Cabral, Manuel Arruda, Vasco Garcia, Pedro Faria e Castro ou Francisco Rego Costa.

Mas do grupo de 11 personalidades que subscrevem o texto fazem também parte nomes que já estiveram ligados ao CDS-PP/Açores (como o ex-deputado no parlamento dos Açores Paulo Gusmão) e a outras forças políticas, como o Partido Democrático do Atlântico (PDA), para além de advogados e empresários.

"O que está em cima da mesa é um apelo que é necessário e uma onda que é necessário criar à volta de João Bosco Mota Amaral. Independentemente da questão do partido ou de ser um nome que está a colocar, digamos, alguma reserva por parte do PSD/Açores, sentimos a necessidade de dizer que João Bosco Mota Amaral tem de ser o candidato", disse à Lusa Pedro Nascimento Cabral, o primeiro subscritor do texto.

Este ex-membro da Comissão Política do PSD/Açores vincou que esta é uma posição assumida por pessoas com diversos percursos e orientações políticas e que “o que está em causa é a defesa dos interesses dos Açores”.

O texto do manifesto lembra o percurso e a experiência de Mota Amaral para destacar o contributo que o ex-presidente do Governo Regional e da Assembleia da República poderá dar em dois processos que serão desencadeados na próxima legislatura: a revisão constitucional e da lei eleitoral.

Por outro lado, Mota Amaral "é também uma figura da autonomia dos Açores", é "o rosto dos Açores" e "os açorianos, independentemente da sua filiação partidária" veem nele "um acérrimo defensor dos interesses dos Açores na Assembleia da República", reforçou Nascimento Cabral, reproduzindo outra ideia contida no manifesto.

O texto sublinha, a este propósito, que Mota Amaral enfrentou um processo disciplinar movido pela direção nacional do PSD por ter votado contra a revisão da lei das finanças regionais, que era penalizadora para os Açores.

O apelo do manifesto é dirigido à direção do PSD/Açores, para que indique Mota Amaral como candidato, e ao ex-presidente do Governo Regional, para que aceite a indicação.

A direção do PSD/Açores vai analisar na sexta-feira a questão da lista social-democrata do círculo dos Açores nas eleições legislativas deste ano.

Mota Amaral deu, nas últimas semanas, diversas entrevistas em que assume que quer ser candidato de novo à Assembleia da República, argumentando com a sua experiência e percurso.

No entanto, segundo notícias de diversos meios de comunicação social, a direção do PSD/Açores não quer voltar a indicá-lo como candidato.

 

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