Manifestantes dispostos a resistir de forma pacífica à chegada da polícia espanhola

Manifestantes dispostos a resistir de forma pacífica à chegada da polícia espanhola

 

Fernando Paula Brito, da agência Lusa   Internacional   27 de Out de 2017, 16:55

Milhares de pessoas concentradas no exterior do parlamento catalão, em Barcelona, mostravam-se hoje dispostas a resistir pacificamente à chegada da polícia ou outras entidades enviadas por Madrid para restabelecer a autoridade do Estado espanhol.

"Estamos muito fortes, mas como sempre não vamos utilizar a violência contra a polícia espanhola que deve estar a chegar", assegurou à agência Lusa Dolors, de 55 anos, que, acompanhada pela filha Mireia, festejava o anúncio da proclamação da República Catalã.

O parlamento regional da Catalunha tinha acabado de aprovar a independência da região de Espanha, numa votação sem a presença dos deputados da oposição, que abandonaram a assembleia e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

"Somos gente pacífica que quer ser igual aos outros países da União Europeia", disse Alexandre de 22 anos com uma bandeira catalã presa nos ombros.

A multidão ia aplaudindo, à medida que saiam dos portões do parlamento regional, os presidentes de câmara separatistas que tinham sido convidados para assistir à votação que os independentistas consideram ser "histórica".

"Estamos orgulhosos do nosso povo e dos nossos governantes", afirmou Quim, de 49 anos, acompanhado pela mulher que já sabia que o Senado de Madrid tinha aprovado a intervenção proposta pelo Governo central para travar a declaração de independência.

O projeto de declaração unilateral de independência foi aprovado por 70 votos a favor, 10 contra e dois em branco, num órgão composto por um total de 135 deputados.

O Governo espanhol deverá ainda hoje ou na manhã de sábado tomar as primeiras medidas para destituir o executivo catalão, controlar a polícia regional (Mossos d'Esquadra) e a administração pública, antes da realização de eleições regionais num prazo de seis meses.

"A polícia pode chegar a qualquer momento. Espanha vai-nos reprimir como sempre o fez", concluiu Laia.



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