Malala pede mais esforço internacional para libertar estudantes na Nigéria

Malala pede mais esforço internacional para libertar estudantes na Nigéria

 

Lusa/AO online   Internacional   13 de Abr de 2015, 15:45

A Nobel da Paz Malala Yousafzai acusou os governantes nigerianos e comunidade internacional de não fazerem o suficiente para que as 219 raparigas, mantidas em cativeiro pelo grupo Boko Haram, sejam libertadas.

 

"Na minha opinião, os líderes nigerianos e a comunidade internacional não têm feito o suficiente para conseguir a vossa liberdade", escreveu a ativista numa carta dirigida às adolescentes, na véspera de se assinalar um ano sobre o seu rapto.

"Eles devem fazer muito mais para vos conseguirem libertar. Eu estou entre as pessoas que os estão a pressionar para que assegurem a vossa libertação," acrescentou, chamando as raparigas de "minhas corajosas irmãs", segundo a agência de notícias AFP.

A carta escrita por Malala, constitui "uma mensagem de solidariedade, amor e esperança" e faz parte de um conjunto de eventos - incluindo manifestações, orações e vigílias - que pretendem marcar esta efeméride.

Na noite de 14 de abril do ano passado, o grupo radical Boko Haram raptou 276 adolescentes de uma escola da localidade de Chibok, no Estado de Borno, no nordeste da Nigéria.

Do grupo 57 conseguiram fugir, quanto às restantes não se conhece o paradeiro, tendo sido vistas pela última vez num vídeo divulgado pelo Boko Haram em maio.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, afirmou que todas as adolescentes foram convertidas ao islão e obrigadas a casar.

Malala criticou o ex-Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan por não ter feito o suficiente para libertar as raparigas raptadas.

No entando, elogiou o Presidente recém-eleito, Muhammadu Buhari, por ter prometido fazer do resgate das adolescentes uma prioridade e não tolerar mais violência contra as mulheres e adolescentes.

Na carta, Malala, de 17 anos, contou ainda a sua experiência nas mãos dos talibans no Paquistão, que pela sus insistência no direito das raparigas à educação.

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