Mais de uma centena de desaparecidos em inundações no Chile


 

Lusa/AO online   Internacional   4 de Abr de 2015, 18:34

Pelo menos 25 pessoas morreram, 101 foram dadas como desaparecidas e mais de 30 mil foram afetadas pelas inundações e aluimentos de terra no Chile, anunciaram hoje as autoridades chilenas.

 

Cerca de 2.700 pessoas foram colocadas em alojamentos de emergência, de acordo com o mesmo balanço oficial fornecido pelo Serviço de Emergências chileno (ONEMI, sigla em espanhol).

A região de Atacama, a 800 quilómetros a norte de Santiago, foi a mais atingida com 17 torrentes de lama simultâneas, depois de as fortes chuvas terem derretido a neve da cordilheira dos Andes, disseram as autoridades.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anulou a participação na Cimeira das Américas, na próxima semana, no Panamá e ordenou o destacamento de milhares de soldados e polícias na região.

As equipas de socorro e reconstrução conseguiram restabelecer os serviços essenciais e fornecer centenas de toneladas de alimentos e produtos necessários de higiene e saúde.

O governo enviou também para a zona 89 mil doses de vacina da gripe, 27 mil do tétano e 7.600 da hepatite A.

Além das inundações, o alerta laranja continua em vigor na zona em redor do vulcão Villarrica, situado no sul do Chile. O vulcão registou, no início de março, uma breve mas espetacular erupção.

Desde então, as autoridades mantêm uma zona de exclusão de cinco quilómetros em redor do vulcão.

O sul do Chile registou, nas últimas semanas, violentos incêndios florestais, que consumiram dezenas de milhares de hectares.

O governo chileno decretou a 25 de março o estado de emergência na região norte de Atacama, geralmente árida, devido às chuvas torrenciais e inundações.


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