Mais de um milhão de fiéis esperados na primeira missa do papa no Equador

Mais de um milhão de fiéis esperados na primeira missa do papa no Equador

 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Jul de 2015, 12:34

O papa Francisco, que realiza uma visita a três países da América do Sul, vai esta segunda-feira presidir a uma missa ar livre no Equador, para a qual são esperados 1,5 milhões de fiéis, disseram as autoridades.

 

Dezenas de milhares dos fiéis acamparam durante a noite para a missa, ao final da manhã (hora local), no parque Los Samanes, em Guayaquil, sudoeste do Equador.

Além de fiéis do Equador, as autoridades esperam também peruanos e colombianos no parque Los Samanes.

Para a segunda missa no Equador, na terça-fira no parque bicentenário de Equador, as autoridades esperam um número idêntico de fiéis.

Francisco, o primeiro papa jesuíta latino-americano, vai visitar o santuário da Divina Misericórdia, nos arredores da cidade antes de chegar a Los Samanes, a bordo do "papamóvel".

Depois da missa, o papa argentino vai almoçar com jesuítas, antes de regressar a Quito para um encontro com o presidente Rafael Correa e uma visita à catedral metropolitana, no centro histórico da capital.

No domingo, sobre o tema dominante da visita de nove dias, o papa pediu "à sua amada" América do Sul para cuidar dos "mais vulneráveis" da população.

"O progresso e o desenvolvimento devem garantir um futuro melhor para todos, prestando especial atenção aos nossos irmão e às minorias mais vulneráveis, que são a dívida que ainda persiste na América Latina", afirmou.

A visita papal coincide com uma altura de tensão política no Equador, com apelos crescentes à saída de Correa em algumas das maiores manifestações antigovernamentais dos últimos anos.

O papa Francisco, que frequentemente aborda questões políticas, pediu a Correa para promover o "diálogo e a participação sem exclusões".

A última visita do papa à América do Sul foi ao Brasil em 2013, que culminou com a presença de três milhões de pessoas, concentradas ao longo da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na missa de encerramento das Jornadas Mundiais da Juventude.

A maioria dos 1,2 mil milhões de católicos do mundo está na América Latina, apesar da crescente popularidade dos cultos evangélicos nos últimos anos.

Durante esta visita, ao Equador, Bolívia e Paraguai, o papa deverá proferir 22 discursos e subir sete vezes a bordo de um avião para percorrer 24 mil quilómetros.

Os três países que Francisco visita são predominantemente católicos e marcados pela desigualdade, pobreza e a pesada herança de regimes autoritários.

Esta é a nona viagem de Francisco ao estrangeiro, mas apenas a segunda visita de um papa ao Equador. João Paulo II visitou o país em 1985.

Francisco parte para a Bolívia na quarta-feira, seguindo-se o Paraguai na sexta-feira. O regresso a Roma está previsto a 12 de julho.


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