Mais de metade das crianças portuguesas até aos 5 anos tem excesso de peso

Mais de metade das crianças portuguesas até aos 5 anos tem excesso de peso

 

Lusa/AO online   Nacional   19 de Dez de 2012, 10:01

Mais de metade das crianças com menos de cinco anos tem excesso de peso, uma realidade "preocupante" que mostra que estamos a falhar na prevenção da obesidade, alerta uma especialista da Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação.

Os resultados constam de um estudo realizado por esta instituição científica, com representatividade nacional, que mostrou que as crianças e adolescentes apresentam peso superior, altura inferior e índice de massa corporal superior aos valores de referência usados pela Direção Geral da Saúde, sendo esta prevalência mais elevada nos rapazes (32,5%) do que nas raparigas (24,6%).

De acordo com o estudo, a prevalência de excesso de peso é superior nas crianças mais novas, sendo de 57,6% entre os zero e os 2 anos, 49,1% dos 3 aos 5 anos, de 31,9% dos 6 aos 9 anos e de 17,7% entre os 10 e os 13 anos.

Para a nutricionista Maria Daniel Vaz de Almeida, uma das coordenadoras do estudo, esta prevalência de excesso de peso nas crianças é mais preocupante, pelo risco de se “vir a tornar crónica e trazer com ela todo um cortejo de doenças e de má qualidade de vida”.

“Estes dados indicam que estamos a falhar na prevenção da obesidade. Será necessário haver uma política que identifique a obesidade como um problema de saúde pública e sobretudo prevenir e parar antes que comece”, afirmou a especialista que defende uma política nutricional integrada com vários ministérios.

Para Maria Daniel Vaz de Almeida, não basta fazer campanhas de sensibilização, pois estes resultados demonstram que tem que se atuar ao nível da oferta alimentar nas escolas e de proporcionar mais espaço para uma vida mais ativa.

“Sabemos que a maior parte das pessoas até consegue identificar o problema, mas há aqui qualquer coisa que falha. É preciso ver como se traduz aconselhamento numa vida mais saudável e mais ativa”, acrescentou.


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