Mais de 900 bombeiros envolvidos no combate às chamas no distrito da Guarda

Mais de 900 bombeiros envolvidos no combate às chamas no distrito da Guarda

 

Lusa/AO online   Nacional   18 de Jul de 2017, 21:53

Um total de 942 bombeiros auxiliados por 294 viaturas estão envolvidos no combate a três grandes incêndios rurais que lavram no distrito da Guarda, segundo a proteção civil.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil refere na sua página da internet que o incêndio que começou, na tarde de segunda-feira, em Rochoso (Guarda) e progrediu para os concelhos de Almeida, Pinhel e Sabugal, é aquele que envolve mais meios, um total de 647 operacionais e 206 veículos.

Já o incêndio que começou pelas 14:37 de hoje em Ribamondego, Gouveia, e que já atingiu os concelhos de Fornos de Algodres e de Celorico da Beira, está a ser combatido por 210 homens e 62 viaturas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil dá ainda nota de outro fogo, em Murça, Vila Nova de Foz Côa, que envolve no seu combate 85 homens e 26 veículos. Este incêndio lavra desde domingo.

"Neste momento [no concelho de Gouveia] o pior já passou. Está a situação calma", disse pelas 22:20, o presidente da autarquia, Luís Tadeu, à agência Lusa.

Segundo o autarca, as chamas prosseguem em direção a Vila Ruiva (Fornos de Algodres) e Carrapichana (Celorico da Beira).

O incêndio que começou em Ribamondego causou prejuízos agrícolas e Luís Tadeu tem conhecimento de "uma pessoa que perdeu o rebanho" de ovelhas.

"Há muitos prejuízos", adiantou, referindo que a autarquia irá, a partir de quarta-feira, "fazer o levantamento dos danos" no terreno.

O fogo que começou na segunda-feira pelas 13:15 em Rochoso, no concelho da Guarda, evoluiu para os concelhos vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal.

Pelas 21:45, o presidente da Câmara Municipal de Pinhel, Rui Ventura, disse à agência Lusa que no seu município "existe apenas uma frente que está na zona [da aldeia] de Safurdão".

"Ainda está longe [da povoação] e não oferece nenhum tipo de perigo neste momento. É uma zona de mato intenso, vamos ver como corre esta noite", disse.

O autarca referiu que durante a tarde as chamas aproximaram-se da localidade de Pínzio, mas "o problema ficou resolvido".

"Não foram danificadas habitações, nem edifícios e não houve qualquer acidente pessoal", contou.

Fonte da GNR disse à Lusa que a circulação rodoviária está condicionada na estrada que faz a ligação entre Alto de Leomil (Almeida), Parada (Almeida) e Cerdeira (Sabugal).

"A via está condicionada à circulação rodoviária porque há zonas em que o incêndio está nos dois lados" da estrada, justificou.

Em relação ao incêndio rural de Vila Nova de Foz Côa, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duarte, que se encontra no terreno, disse à Lusa, cerca das 21:30, que as chamas não colocavam povoações em perigo, mas, "por precaução", o IP2, entre os nós de Vila Nova de Foz Côa e do Pocinho, está cortado à circulação rodoviária.

O fogo consome uma área de mato e onde existem algumas amendoeiras, oliveiras e vinhas.

O autarca vaticina que durante a noite e madrugada, com o reforço de meios no terreno, será possível controlar o fogo rural que começou pelas 18:48 de domingo e já teve vários reacendimentos.




Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.