Mais de 4 mil membros do Grupo Estado Islâmico mortos na Síria


 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Mar de 2016, 09:42

Pelo menos 4.108 membros do grupo Estado Islâmico (EI) morreram no último ano e meio na sequência dos bombardeamentos da coligação internacional na Síria, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

 

Segundo os dados do observatório, a maioria dos 'jihadistas' mortos não tem nacionalidade síria.

As mortes ocorreram em bombardeamentos da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, contra posições, bases e instalações petrolíferas controladas pelo EI nas províncias de Homs e Hama, centro da Síria, e em Alepo, Al Hasal, Deir Al Zur e Al Raqa, no norte.

A ONG destacou que entre as vítimas mortais estão dezenas de dirigentes do EI, entre eles Abu Omar Al Shishani, um dos chefes militares do movimentos terrorista, morto na sequência de um ataque aéreo dos Estados Unidos na localidade de Al Shadadi, na província de Al Hasaka, a 04 deste mês.

Os bombardeamentos da coligação, iniciados a 23 de setembro de 2014 na Síria, não só provocaram a morte de 'jihadistas' como também de civis e membros de outros grupos armados.

O observatório dá conta de que pelo menos 380 civis, entre eles 99 menores e 67 mulheres, perderam a vida, enquanto pelo menos 136 milicianos da Frente al Nusra, filial síria da Al Qaida, foram mortos em ataques às respetivas bases a oeste de Alepo e no norte da província de Idleb.

Os aviões da aliança internacional também bombardearam posições do Exército de Sunna (radicais) em Idleb, causando-lhes 10 baixas.

A estas vítimas mortais acrescem também um segurança de um campo petrolífero em Al Omar, na província de Deir al Zur, bem como um dirigente do EI, que morreu junto à mulher e seus quatro filhos num bombardeamento em Dabiq, em Alepo.

Em fins de junho de 2014, o EI proclamou um califado na Sìria e no Iraque, tendo conquistado partes do norte e do centro dos dois países.

A organização terrorista reivindicou a autoria dos atentados de terça-feira em Bruxelas, que causaram 34 mortos e mais de 200 feridos.


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