Mais de 30 empresas de lacticínios autorizadas a exportar para a China

Mais de 30 empresas de lacticínios autorizadas a exportar para a China

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Jul de 2014, 16:33

O vice-primeiro ministro, Paulo Portas, revelou que a China certificou 31 empresas de lacticínios portuguesas, possibilitando assim que estas passem a exportar para o mercado chinês.

Paulo Portas discutiu hoje com o presidente da China, Xi Jinping, o reforço das relações económicas entre os dois países, na ilha Terceira, nos Açores.

"Abordámos temas internacionais e também matérias da nossa relação bilateral, com especial enfoque para o reforço da nossa cooperação económica", frisou o vice-primeiro-ministro, numa declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, no final do encontro.

Paulo Portas destacou que a China publicou na semana passada "a certificação de 31 empresas portuguesas que estarão, a partir de agora, em condições de exportar para o mercado chinês leite e laticínios", alegando que essa medida "constitui uma grande oportunidade", e acrescentou que "outras negociações no âmbito agroalimentar vão a bom ritmo".

O governante realçou também o crescimento das exportações portuguesas para a China, que passaram "de 220 milhões de euros, em 2009, para 660 milhões de euros, em 2013", frisando que "no primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi ainda mais espetacular".

O vice-primeiro ministro lembrou que tanto no setor público como no privado, a China "tem feito investimentos vultuosos em Portugal", dando como exemplo as parcerias no setor energético, que já ultrapassam os "15 mil milhões de euros".

"Manifestámos o nosso empenho em conseguir abrir o mercado chinês, certamente entre os maiores do mundo, a mais empresas, marcas e produtos portugueses e a nossa abertura ao investimento estrangeiro, porque sem investimento não há crescimento e sem crescimento não há criação de emprego", frisou.

Paulo Portas destacou ainda ao presidente chinês a importância de se estabelecer uma ligação aérea direta entre a China e Portugal, que poderia ter uma "enorme valia para o turismo e para os negócios".

O vice-primeiro-ministro realçou também a "cooperação com a China no âmbito da economia do mar", tendo informado o presidente chinês sobre "a significativa conferência internacional sobre o mar e os oceanos" que Portugal vai organizar em 2015.

Portas disse ainda que deu conta a Xi Jiping do fim do programa de assistência financeira a Portugal e do "regresso do crescimento económico" ao país, destacando o valor que a China dá a Portugal.

"A República Popular da China valoriza o papel da lusofonia no século XXI, bem como a experiência muito importante de Portugal, não apenas no contexto europeu, mas também no estabelecimento de pontes e de compromissos e de cooperações entre a Europa, África, América latina e Ásia", frisou.

Segundo Paulo Portas, a escala de Xi Jinping na ilha Terceira e o encontro realizado hoje "assinalam a importância estratégica da vocação marítima e atlântica de Portugal".

"Portugal é um dos poucos países membros da União Europeia que dispõe de uma parceria estratégica com a República Popular da China. A intensidade e a frequência das visitas de chefes de Estado e de governantes dos dois países confirma essa maturidade do nosso relacionamento", frisou.


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