Mais de 250 mil árvores vão ser plantadas na lagoa das Furnas


 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Jan de 2017, 11:53

Mais de 250 mil árvores de espécies endémicas e endógenas vão ser plantadas na margem da lagoa das Furnas, na ilha de São Miguel, disse hoje à agência Lusa o diretor regional do Ambiente.

 

“São cerca de 251 mil árvores que são plantadas naquele espaço. Convém destacar desde logo o cedro-do-mato, que ocupa praticamente 40% da área, e o azevinho, que tem uma quota de 20%. Depois temos um conjunto de outras espécies endémicas dos Açores em quantidade mais reduzida, criando um bosque variado e extremamente interessante num terreno marginal da lagoa das Furnas”, afirmou Hernâni Jorge.

O anúncio do concurso público foi hoje publicado em Jornal Oficial e o investimento atinge quase meio milhão de euros, sendo da responsabilidade da empresa pública Azorina – Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza.

Hernâni Jorge esclareceu que se trata da florestação de “61 hectares em área integrada no plano de ordenamento da bacia hidrográfica da lagoa das Furnas”, destacando que é “uma intervenção que se insere num conjunto mais alargado de ações que visam melhorar o estado trófico da água daquela lagoa”.

“Esta florestação é a segunda fase de um processo que se iniciou com a permuta dos terrenos que agora vão ser florestados, com a retirada do pastoreio daquela zona e, neste momento, será efetuada a respetiva florestação, atendendo a que até há pouco tempo estiveram ocupados com atividade pecuária”, adiantou.

Segundo o responsável, “estes terrenos inserem-se, também, numa das áreas em que os solos apresentam maiores quantidades de nutrientes, de acordo com um estudo feito pela Universidade dos Açores para a Direção Regional do Ambiente”.

“[O investimento] visa atenuar e contribuir para a redução do número de nutrientes no solo e também prevenir e evitar o seu acesso à massa de água”, sustentou Hernâni Jorge.

O responsável adiantou que o processo de florestação complementa a obra hidráulica de desvio dos afluentes da ribeira do Salto da Inglesa, investimento em curso de 1,5 milhões de euros.

Esta empreitada tem conclusão prevista para setembro ou outubro, período em que deverá ser iniciada a florestação.

Para o diretor regional do Ambiente, estes investimentos representam um salto qualitativo em termos ambientais para aquela zona.

“Estas duas intervenções atuam diretamente sobre afluentes da lagoa das Furnas que são responsáveis pelo transporte de mais de 50% dos nutrientes que anualmente chegam à massa de água”, declarou.


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