Mais de 1,7 milhões de muçulmanos em Meca iniciam Hajj

Mais de 1,7 milhões de muçulmanos em Meca iniciam Hajj

 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Ago de 2017, 12:12

Mais de 1,7 milhões de peregrinos iniciaram hoje, na Arábia Saudita, a peregrinação Hajj, circulando em torno do cubo de Kaaba, em Meca, o sítio mais sagrado do Islão, e realizando ritos alusivos aos passos do profeta Maomé.


Os muçulmanos acreditam que os ritos representam também os passos dos profetas Ibrahim e Ismail -- Abrão e Ismael na Bíblia.

O Kaaba representa a casa metafórica de Deus e a unidade de Deus no Islão. Praticantes muçulmanos de todo o mundo colocam-se perante a construção durante cinco orações diárias.

A Hajj é exigida a todos os muçulmanos uma vez na vida. A jornada física testa a paciência dos peregrinos enquanto resistem a longas esperas e grandes multidões, no caminho para alcançar a purificação espiritual e o arrependimento.

O peregrino egípcio Ahmed Ali, na sua primeira Hajj, disse à reportagem da AP sentir-se grato por estar em Meca.

"É um sentimento indescritível, um sentimento espiritual, Graças a Deus, sinto-me ótimo", afirmou.

Uma mulher indonésia de 104 anos está entre as celebrações da Hajj este ano, de acordo com as autoridades sauditas. Ibu Mariah Marghani Muhammad, vai juntar-se a mais de 220.000 peregrinos da Indonésia, o país muçulmano mais populoso.

A jornada de cinco longos dias de peregrinação começa para muitos quando partem dos seus países vestidos com o "ihram".

Para os homens, significa vestir apenas roupas brancas de algodão, que representam a unidade entre os muçulmanos e a igualdade perante Deus.

As mulheres usam roupas soltas, cobrem o cabelo e retiram a maquilhagem e o verniz das unhas para alcançar um estado de humildade e a pureza espiritual.

Após as orações em Meca, os peregrinos deslocam-se para uma área chamada Monte Arafat, na quinta-feira, onde o profeta Maomé proferiu o seu último sermão.

Daqui, os peregrinos, seguem para uma zona conhecida por Muzdalifa, recolhendo seixos pelo caminho para um apedrejamento simbólico do diabo e outros ritos que têm lugar no vale de Mina durante três dias.

Ao longo dos anos, o governo da Arábia Saudita investiu milhares de milhões de dólares para melhorar a segurança dos peregrinos, particularmente em Mina, onde ocorreram alguns dos mais fatais incidentes, incluindo o esmagamento e colisão de duas multidões, em 2015, que resultaram na morte de 2.400 pessoas.



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