Mais de mil pessoas mortas devido ao conflito no Iémen


 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Mai de 2015, 15:03

Mais de mil pessoas morreram e 2551 ficaram feridas desde o início da ofensiva liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes huthis no Iémen.

 

"Desde que começou o conflito e até 24 de maio registaram-se já 1.068 mortes civis e 2.551 feridos", segundo informações prestadas pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas (EACDH).

Por sua vez, a Organização Mundial de Saúde (OMS) que conta com dados recolhidos pelos centros de saúde e não contabilizava as vítimas que chegam aos hospitais, disse hoje que o número total de mortos ascende aos 1.976 e que há 8.034 feridos.

Destes, 112 mortos e 242 feridos eram menores de idade.

Nem o EACDH nem a OMS puderam precisar em que circunstâncias as vítimas pereceram ou foram feridas.

"Desconhece-se em que ponto se encontra a iniciativa para se estabelecer um diálogo para a paz entre as partes em conflito no Iémen", disse um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Ahmad Fawzi.

"Essas negociações, que deveriam ter ocorrido esta semana em Genebra, foram adiadas", apontou Ahmad Fawzi.

O Iémen é um país que se encontra praticamente falido e enfrenta desde 2011 uma grande instabilidade política, a qual se agravou nos últimos meses devido ao avanço dos rebeldes hutíes, um grupo xiita apoiado pelo Irão.

Riade, aliada do ex-Presidente do Iémen, Abdrabuh Mansur Hadi, começou em 19 de março a atacar os hutíes e o exército iemenita, aliados destes.

A ofensiva foi duramente criticada por Teerão e por outros países predominantemente xiitas, como o Iraque e o Líbano.

Segundo dados da ONU, cerca de doze milhões de pessoas estão a necessitar de assistência urgente no Iémen.


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