Maioria socialista aprova novo estatuto da carreira docente nos Açores

Maioria socialista aprova novo estatuto da carreira docente nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Out de 2015, 13:00

A bancada da maioria socialista no Parlamento dos Açores aprovou hoje o novo Estatuto da Carreira Docente, um diploma com mais de 250 páginas, que mereceu as críticas de toda a oposição.

 

Catarina Furtado, deputada do PS, assegurou que o diploma vem "valorizar a carreira docente" nos Açores e trazer mais benefícios aos professores, em relação ao estatuto nacional, que vigora desde 2009.

A parlamentar socialista destacou o facto de o diploma permitir reduzir, de 25 para 20, o número de alunos por turma, situação que, no seu entender, fará aumentar a integração de mais docentes nos quadros das escolas da região.

"Esta é a carreira docente mais valorizada do país", insistiu Catarina Furtado, acrescentando que essa valorização "não se verifica apenas em relação à remuneração" dos professores.

Os partidos da oposição pretendiam aproveitar a oportunidade para introduzir mais alterações no diploma.

Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, absteve-se na votação final do estatuto, por entender que, apesar de trazer melhorias, ficou muito aquém do pretendido.

"A incapacidade de pegar neste diploma, a sério, e de uma maneira responsável, e tendo em vista as nossas escolas, os nossos alunos e os nossos docentes, era que houvesse uma alteração substantiva e não apenas uma alteração poucochinha", lamentou a deputada bloquista.

Joaquim Machado, do PSD, admitiu que o documento tem "algumas virtudes", mas lamentou que esta tenha sido uma "oportunidade perdida" para melhorar o estatuto e fazer com que os Açores deixem de ter os "piores resultados" do país e da Europa em matéria de sucesso escolar.

Ana Espínola, do CDS-PP, lembrou que as escolas dos Açores estão no "fim do ranking" nacional, por culpa do "experimentalismo" do Governo Regional socialista que, na sua opinião, se recusa a alterar matérias importantes do estatuto.

Já Paulo Estevão, do PPM, não teve dúvidas em afirmar que o novo Estatuto da Carreira Docente "é um mau diploma", antevendo mesmo que não haverá “nenhum progresso” com este documento.

Também Aníbal Pires, do PCP, fez duras críticas ao novo Estatuto, lamentando que aquilo que era "essencial", e que "devia marcar a diferença em relação ao estatuto do continente, ficou por fazer".

 


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.