Maioria dos gregos apoia medidas de austeridade do governo


 

Lusa/AO Online   Internacional   14 de Fev de 2010, 10:01

Seis em cada 10 gregos consideram que a Grécia necessita das medidas de austeridade previstas pelo governo socialista e apoiadas pela União Europeia (UE), segundo uma sondagem publicada hoje pelo semanário grego To Thema.

A sondagem, realizada pelo instituto Alco junto de 1000 pessoas, expressa que para uma forte maioria de 65 por cento tais medidas são "necessárias".

A política do primeiro-ministro, Georges Papandreou, é apoiada por 60,7 por cento dos inquiridos.

Mais de metade das pessoas interrogadas, 51,3 por cento, acusam contudo o governo de ter demorado demasiado a anunciar o seu plano de correção, enquanto 41,1 por cento (contra 38,5 pc) julgam que as medidas tomadas "não são suficientes".

Seis em cada dez são contra o aumento da idade de reforma.

Apenas 30 por cento dos sondados consideram que os funcionários, alvos principais das medidas de rigor, serão vítimas de um tratamento "injusto", contra 55,9 por cento que acha que esta categoria profissional "continua a ser privilegiada".

Esta sondagem foi realizada de 10 a 12 de fevereiro, na altura em que a União Europeia decidiu conceder um apoio político à Grécia para o país enfrentar o seu forte endividamento, mas condicionando-o a um estrito cumprimento das medidas de rigor, ou mesmo o seu endurecimento se necessário.

O apoio da opinião pública ao esforço de correção do país já tinha sido atestado por sondagens no início de fevereiro, que mostravam também uma maioria de 60 por cento de pessoas a favor do tratamento anunciado pelo governo.

A Grécia está disposta a tomar "todas as medidas necessárias" para reduzir o seu défice orçamental para 8,7 por cento em 2010, menos quatro pontos percentuais que os atuais 12,7 por cento, anunciou George Papandreou.

A Grécia atravessa uma crise financeira sem precedentes desde que foi anunciado em outubro, com a chegada dos socialistas ao poder, que o défice das contas públicas ia ser de 12,7 por cento no final de 2009, bem acima dos 3,7 por cento previstos no início do ano.


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