Maioria de europeus acolhe digital nas suas vidas mas não quer robôs a guiar ou a fazer cirurgias

Maioria de europeus acolhe digital nas suas vidas mas não quer robôs a guiar ou a fazer cirurgias

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   10 de Mai de 2017, 13:55

A maioria dos europeus acolhe a expansão das tecnologias digitais mas tem reticências quanto a entregar a robôs tarefas como cirurgias ou condução de automóveis, segundo um estudo divulgado pela Comissão Europeia.

Numa edição especial do Eurobarómetro dedicado às atitudes perante a automação e o domínio digital no quotidiano, 75% dos inquiridos nos 28 Estados da União Europeia pensam que as tecnologias digitais mais recentes beneficiam a sua vida, 67% respondem que melhoraram a qualidade de vida e 65% entendem que tiveram um impacto positivo na sociedade.

Entre os portugueses, 72% entendem que aquelas tecnologias tiveram um impacto positivo ou muito positivo na sua qualidade de vida.

Mas os cidadãos reconhecem que a automação e o uso generalizado de inteligência artificial têm um preço: 72% vêem os robôs como ameaças ao seu emprego e 74% admitem que vão desaparecer empregos que nunca mais se recuperarão.

Portugal é o país onde há mais a ideia de que os robôs roubam empregos, partilhada por 93% dos inquiridos. 84% acreditam que vão desaparecer empregos para sempre quando certas tarefas forem entregues a máquinas e inteligência artificial.

Mais de 80% dos europeus nunca usaram um robô no trabalho mas só 35% se sentiriam confortáveis com essa ideia, uma queda de 12 pontos percentuais em relação a 2014.

A possibilidade de ser sujeito a uma intervenção médica feita por um robô só é admissível para 26% dos inquiridos, ainda menos quando se põe a hipótese de ser conduzido num carro guiado por um robô, com a qual só 22% admitem estar confortáveis.

Também aqui Portugal está entre os países mais céticos: 71% não quereriam cuidados médicos prestados por um robô e 65% não quereriam ser operados por uma máquina.

Quanto a ser guiado um carro comandado por inteligência artificial, para 60% está fora de questão.

A maioria dos cidadãos dos 28 afirma que acesso à Internet mais rápido e fiável seria decisivo para aumentar o uso de tecnologias digitais (69%) e que é preciso dar-lhes mais credibilidade (63%), enquanto 57% gostaria de ver mais serviços públicos disponíveis 'online'.

No Eurobarómetro conclui-se ainda que 71% dos europeus se sentem capacitados para usar tecnologia digital no seu quotidiano e 65% crêem-se habilitados a usar os serviços 'online'.

O inquérito foi realizado em março com entrevistas presenciais a 27.901 pessoas.

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