Maioria das pessoas que se vacinou na primeira semana não pertence aos grupos prioritários

Maioria das pessoas que se vacinou na primeira semana não pertence aos grupos prioritários

 

Lusa/AO Online   Nacional   12 de Out de 2011, 08:28

A maioria das pessoas que se vacinou na primeira semana de imunização contra a gripe tem entre 60 e 64 anos, um grupo que habitualmente não é considerado como população-alvo mas que a DGS recomendou este ano, segundo o Vacinómetro.

Habitualmente, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a vacina às pessoas com mais de 65 anos, aos doentes crónicos e imunodeprimidos com mais de seis meses e grávidas com mais de 12 semanas de gestação. Este ano, a DGS aconselhou a vacinação a este novo grupo de indivíduos, dos quais 27,8% já se vacinaram.

Desde o início da vacinação (03 de outubro) foram vacinadas, em média, 21% das pessoas pertencentes a grupos prioritários: 25,4% com 65 ou mais anos, 17,6% de portadores de doenças crónicas e 13,3% dos profissionais de saúde, indicam os dados do Vacinómetro, criado pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) para monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação.

Nas pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, registou-se uma taxa de vacinação de 25,4% e no grupo dos doentes crónicos, a percentagem foi de 17,6%. Os profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados registam uma percentagem de 13,3% de vacinados.

A edição deste ano do Vacinómetro é marcada pelo "reforço da amostra analisada e consequente diminuição da margem de erro, no sentido de melhorar a fiabilidade dos resultados".

Assim, "serão inquiridos 1.200 indivíduos em cada uma das cinco fases desta iniciativa, num total de 6.000 indivíduos", referem a SPP e a APMCG.


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