Maior hospital dos Açores com adesão à greve entre 60% e 70%

Maior hospital dos Açores com adesão à greve entre 60% e 70%

 

Lusa/AO online   Regional   2 de Mai de 2018, 15:39

A adesão à greve dos trabalhadores do setor público da saúde estava a registar até às 12:00 de hoje nos Açores (mais uma hora em Lisboa) entre 60% e 70% no Hospital de Ponta Delgada, a maior unidade de saúde do arquipélago, disse fonte sindical.

Maria Clara Oliveira, delegada sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) no Hospital de Ponta Delgada, em São Miguel, sustentou à agência Lusa que um dos motivos principais para a greve tem a ver com o pedido de "aplicação do horário das 35 horas de trabalho semanal para todos os trabalhadores".

“Uns fazem 40 e outros fazem 35 e as pessoas sentem-se injustiçadas porque fazem trabalhos iguais, mas trabalham mais horas”, declarou a delegada sindical, após ter distribuído no exterior do Hospital do Divino Espírito Santo panfletos sobre as razões da paralisação aos utentes.
Maria Clara Oliveira afirmou que a luta visa também "repor a justiça nos vencimentos", alegando que há trabalhadores "com 20 anos de serviço e que ainda estão com ordenados de 500 e tal euros".

E prosseguiu: “A nossa outra luta é por causa da progressão da carreira dos trabalhadores”, disse, defendendo ainda o reforço dos recursos humanos nos respetivos quadros de pessoal dos hospitais EPE (Entidade públicas empresariais) e a possibilidade de inscrição na ADSE para todos os trabalhadores.

Maria Lourenço, utente, que desconhecia que os trabalhadores do setor público da Saúde iriam estar hoje em greve, afirmou que a sua consulta programada para hoje não foi cancelada, apesar de "não ter visto" as habituais funcionárias no atendimento.

“Não sabia da greve”, disse, por seu turno, Maria Ponte, à Lusa, assegurando, no entanto, que o filho foi atendido na consulta do dentista.
A greve não prejudicou também a realização das análises que Lurdes Pedro tinha agendado para hoje, confirmou a própria.

Mas, para a utente Teresa Medeiros, a ida ao Hospital de Ponta Delgada acabou por ser "em vão", já que o filho tinha programado um tratamento que acabou por não se realizar devido à greve.

Fonte da tutela na região remeteu para mais tarde o apuramento dos dados oficiais.

A paralisação nacional começou hoje às 00:00 e prolonga-se até às 24:00 de quinta-feira.
A greve foi convocada pelo Sintap que reivindica a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira, o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas são as reivindicações e aumentos salariais "justos que travem a degradação salarial".



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