Magistrados do Ministério Público nos Açores queixam-se de falta de funcionários

Magistrados do Ministério Público nos Açores queixam-se de falta de funcionários

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Jul de 2014, 06:37

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, admitiu hoje que o principal problema do Ministério Público nos Açores é a falta de funcionários, alegando, no entanto, que é comum ao resto do país.

"O quadro de funcionários do Ministério Público realmente não só ficou formalmente mais reduzido como também é claramente diminuto e não está preenchido", frisou, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo.

Joana Marques Vidal iniciou hoje uma visita à Comarca dos Açores, tendo-se reunido com os magistrados do Ministério Público de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória, Santa Cruz das Flores e Santa Cruz da Graciosa.

Nos próximos dias, a procuradora-geral da República vai deslocar-se também às ilhas do Faial e de São Miguel para se reunir com os restantes magistrados no arquipélago.

No primeiro dia de reuniões, as queixas dos magistrados prenderam-se sobretudo com a falta de funcionários, o que, segundo Joana Marques Vidal, é "um problema grave, que é comum ao resto do país".

Ainda assim, a procuradora-geral da República considerou que o novo mapa judiciário, que entra em vigor no dia 01 de setembro, tem "alguns aspetos positivos" para a região do ponto de vista do Ministério Público.

Segundo Joana Marques Vidal, o facto de passar a existir um órgão hierárquico que é comum a todos os magistrados do Ministério Público da região vai permitir "racionalizar o trabalho e ter uma perspetiva mais global e, portanto, mais eficaz, de intervenção do Ministério Público".

De acordo com a procuradora-geral da República, os magistrados das ilhas Terceira, Flores e Graciosa manifestaram também alguma preocupação com a "necessidade de reforço dos órgãos de polícia criminal para que haja uma melhor investigação".

Nas ilhas mais pequenas foi registado também um problema que não diz respeito apenas ao Ministério Público, mas à Justiça, que é a "falta de advogados".

 




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