Madrid exige suspensão de referendo na Catalunha

Madrid exige suspensão de referendo na Catalunha

 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Set de 2017, 17:32

O Governo Espanhol exigiu hoje em Barcelona às autoridades regionais da Catalunha a “suspensão” do referendo de 1 de outubro considerado ilegal, tendo estas respondido que nada farão para impedir a consulta.


Na reunião do Conselho de Segurança da Catalunha, em que participaram o secretário de Estado espanhol da Segurança, José Antonio Nieto, e o chefe do Governo catalão, Carles Puigdemont foi inconclusiva, tendo as duas partes mantido as posições já conhecidas.

Em declarações à imprensa depois da reunião, José Antonio Nieto explicou que pediu a Carles Puigdemont que "suspenda" o referendo e assuma a existência de uma "autoridade judicial" para que as várias forças de segurança impeçam a votação.

Por seu lado, o responsável pela Administração Interna da Generalitat (Governo regional catalão), Joaquim Forn, sublinhou que o executivo regional “não parará” o referendo que pretende realizar no domingo.

O Conselho de Segurança (“Junta de Seguridad”) é o órgão competente para resolver os incidentes entre as forças de segurança do Estado espanhol e os corpos de polícia das comunidades autónomas espanholas, como é o caso da Catalunha.

O presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, convocou na quarta-feira, unilateralmente, o Conselho de Segurança da Catalunha para discutir a coordenação do dispositivo policial implementado para impedir o referendo de 01 de outubro.

A Generalitat discorda de várias decisões tomadas até agora, como a da Procuradoria-geral da Catalunha de nomear um oficial para coordenar todas as forças da região com o objetivo de impedir o referendo do próximo domingo, considerado ilegal.

O Tribunal Constitucional espanhol suspendeu, como medida cautelar, todas as leis regionais aprovadas pelo parlamento e pelo governo da Catalunha que davam cobertura legal ao referendo de autodeterminação convocado para 01 de outubro.

Apesar das decisões dos tribunais e da pressão de Madrid, Carles Puigdemont mantém que o referendo de autodeterminação se irá realizar.



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