Luso-canadiana aposta em visitar todos os países do mundo em três anos

Luso-canadiana aposta em visitar todos os países do mundo em três anos

 

AO/Lusa   Regional   22 de Mai de 2016, 12:52

Uma lusodescendente canadiana aposta bater três recordes mundiais ao visitar todos os países do mundo em três anos, numa iniciativa que visa ainda angariar fundos para a organização não-governamental Tostan, que luta por melhorar a autonomia da mulher africana.

 

Stéphanie Tavares, de 22 anos, de Vaudreuil, no sudoeste do Quebeque, filha de uma emigrante da ilha açoriana de São Miguel, disse hoje à agência Lusa que tem três objetivos nesta aventura.

"Os três objetivos são bater três recordes mundiais: ser a primeira mulher a visitar todos os países, ser a pessoa mais jovem a fazê-lo e tentar melhorar o atual recorde, demorando apenas três anos", disse Stéphanie Tavares.

A aposta é visitar sozinha 201 países.

O atual recorde inscrito no Livro Guiness pertence ao norte-americano Yili Liu, quem em 2013 conseguiu visitar os 194 países que integram as Nações Unidas, em três anos, três meses e seis dias.

A lusodescendente, formada pela Universidade de Bishop em Desporto e Psicologia, acrescenta que a aventura visa ainda angariar apoios para ajudar a organização não-governamental Tostan, demonstrando a autonomia das mulheres.

A viagem começa no próximo dia 26 de junho, com a partida para a Europa, com a primeira paragem agendada para a Islândia, e Portugal a ser a última etapa do “velho continente”.

Em Portugal, no período do Natal, a lusodescendente, que recentemente passou também a ter a nacionalidade portuguesa, reunir-se-á com familiares.

Depois rumará para Marrocos, no norte de África, seguindo para o Médio Oriente, Ásia, Oceânia, América do Sul e Central e espera terminar a aventura em julho de 2019, nos Estados Unidos.

Quanto aos países envolvidos em conflitos, como a Síria e Iraque, diz que não tem medo.

Stéphanie Tavares diz que já "fez o trabalho de casa", contactando pessoas daquela região que a informaram do "caminho mais seguro entre Beirute e Damasco".

O maior desafio será a entrada na Arábia Saudita, onde não é permitido que as mulheres viagem sozinhas, mas para tudo, diz, há uma solução.

"Este será o maior desafio pois terei que estar acompanhada. Estou a pensar em pedir ao meu pai que se desloque lá comigo. Ou então, vou pedir a alguém que entre comigo", esclareceu.

A “volta ao mundo” em três anos tem um orçamento entre os 30 a 70 mil dólares canadianos (20 a 47 mil euros), o que foi possível devido ao dinheiro angariado nos últimos anos, e também ao apoio de dois patrocinadores já confirmados, estando atualmente à procura de mais dois.

Stéphanie Tavares criou uma página na rede social Facebook denominada por "solooo steph", onde está a registar todos os momentos desta aventura.

 

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