Luís Amado defende firmeza para combater desequilíbrios na distribuição da riqueza

Luís Amado defende firmeza para combater desequilíbrios na distribuição da riqueza

 

Lusa / AO online   Nacional   2 de Out de 2010, 14:09

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje que os “enormes desequilíbrios na distribuição da riqueza” são um dos mais graves problemas que urge combater através de orientações firmes por parte dos atores políticos.

“É preciso que a comunidade internacional tenha consciência de que um dos problemas mais graves com que nos confrontamos é o enorme desequilíbrio na distribuição da riqueza no momento em que o mundo se globalizou e em que a perceção dessas diferenças é evidente para toda a gente”, disse Luís Amado à agência Lusa.

O MNE português falava à margem da reunião ministerial subordinada ao “reforço da mobilização dos recursos financeiros para os Países Menos Avançados”, que decorre em Lisboa, e que reúne representantes dos 49 e que serve de preparação para a IV conferencia das Nações Unidas, a realizar na Turquia em 2011.

Luís Amado defende que é preciso que a “perceção dessa redistribuição injusta da riqueza seja acompanhada a nível politico por orientações firmes relativamente à agenda da redução da pobreza a nível mundial e que está implícita nos objetivos do milénio traçados há uma década”.

Depois de um início de século numa atmosfera “otimista, de confiança e de esperança no desenvolvimento económico e numa paz prolongada”, o ministro diz que o mundo foi confrontado com “acontecimentos dramáticos que marcam uma mudança muito relevante no desenvolvimento económico, no sistema político internacional e até no sentido de destino da humanidade”.

“Agora as perspetivas são diferentes, há mais incerteza, instabilidade e desconfiança em relação ao futuro e por isso os atores políticos têm de ser capazes de definir as orientações necessárias para contrariar o cenário”, sustentou.

E perante esta realidade, Luís Amado destaca o papel de grande responsabilidade das Nações Unidas, “onde todos falam com todos”.

“As mudanças operadas nesta última década são uma importante experiência para antecipar os próximos 10 anos. Os objetivos traçados para o milénio não foram os esperados, pelo que é necessário antecipar, identificar cenários futuros e saber organizar a nossa responsabilidade politica para o futuro”, frisou.


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