Lucros dos CTT caíram 19,1% no 1.º semestre para 31,7 ME

Lucros dos CTT caíram 19,1% no 1.º semestre para 31,7 ME

 

LUSA/AO online   Economia   4 de Ago de 2016, 18:47

Os CTT-Correios de Portugal tiveram um lucro de 31,7 milhões de euros no primeiro semestre, menos 19,1% do que nos primeiros seis meses do ano passado, divulgou hoje a empresa ao mercado

Para esta queda do resultado contribuiu o lançamento do Banco CTT, referindo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que sem esse efeito o resultado líquido teria sido de 41,8 milhões de euros, mais 0,2% em termos homólogos.

O banco dos CTT abriu as portas em meados de março, tendo no final de junho 66 agências e 20 mil contas, com os depósitos de clientes a atingirem mais de 50 milhões de euros.

"O projeto Banco CTT impactou o resultado do primeiro semestre de 2016 em -10,2 milhões de euros e em -2,6 milhões de euros no período homólogo, pelo que excluindo este efeito o resultado líquido dos CTT atingiria os 41,8 milhões de euros, representando um aumento de 0,1 milhões de euros" face aos primeiros seis meses do ano passado, refere a entidade, em comunicado.

As receitas caíram 4,4% no semestre para 351,1 milhões de euros e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuaram 19% para 57 milhões de euros.

Os CTT adiantam que o Conselho de Administração deliberou hoje "submeter à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões" um requerimento a pedir a autorização (com regime de pensões) "destinado a financiar e gerir as responsabilidades dos CTT com benefícios de saúde pós-emprego inicialmente apenas com trabalhadores no ativo, aposentados, reformados e pré-reformados (Fundo CTT - Benefícios de Saúde Pós-Emprego)".

"Estas responsabilidades ascendem a 158 milhões de euros por referência a 31 de dezembro de 2015", adiantam o Correios, que acrescentam que a constituição do fundo está sujeita à definição dos seus termos e condições entre os CTT e a entidade gestora, às aprovações internas necessárias e cumprimento de formalidades, entre outros pontos.

Os CTT afirmam encarar este ano "com fortes expetativas de cumprir a estratégia definida".

No entanto, refere que "a queda na procura de correio continuará a ser afetada pela tendência estrutural de substituição eletrónica, mas também por fatores macroeconómicos, facto que justificou a boa performance nos segundo trimestre de 2016 pela aceleração do consumo privado, devendo continuar próximo da tendência natural de longo prazo".

Os CTT apontam ainda que "tencionam capturar uma parte cada vez mais relevante" do mercado publicitário "através do desenvolvimento da nova plataforma de oferta de correio publicitário".

 

*notícia atualizada às 19h29


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