Lucidez de Miguel Macedo contrasta com a falta de lucidez de Passos


 

AO/Lusa   Nacional   16 de Nov de 2014, 19:29

O PS considerou que a lucidez do ministro da Administração Interna ao pedir a demissão do cargo contrasta com a "falta de lucidez" do primeiro-ministro e de outros governantes, como os ministros da Justiça e Educação.

 

Esta posição foi transmitida pelo vice-presidente da bancada socialista Marcos Perestrello, após o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, ter anunciado a sua demissão do Governo, alegando que a sua autoridade ficou diminuída com o envolvimento de pessoas que lhe são próximas nas investigações da Operação Labirinto, que visam alegados casos de corrupção na atribuição de vistos 'gold'.

"Cabe salientar o contraste entre a lucidez do ministro Miguel Macedo com a falta de lucidez quer do primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho], quer de outros membros do Governo. A lucidez política que o ministro Miguel Macedo teve ao perceber que não tinha condições para continuar a exercer o seu mandato contrasta com a falta de lucidez política do primeiro-ministro, que, numa primeira fase, entendeu que havia condições para que Miguel Macedo continuasse a exercer funções governativas", declarou Marcos Perestrello, também líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS.

Marcos Perestrello salientou que o primeiro-ministro "pediu" a Miguel Macedo que "ponderasse se realmente queria cessar as suas funções".

"Essa falta de lucidez política transmite-se a outros membros do Governo, que também não têm condições políticas para exercer as suas funções, casos dos ministros da Educação [Nuno Crato] e da Justiça [Paula Teixeira da Cruz]", sustentou o vice-presidente da bancada socialista.



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