Londres, Paris e Washington apresentam novo texto na ONU sobre ataque com armas químicas

Londres, Paris e Washington apresentam novo texto na ONU sobre ataque com armas químicas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   11 de Abr de 2017, 18:35

O Reino Unido, a França e os Estados Unidos apresentaram no Conselho de Segurança da ONU um novo texto a pedir uma investigação sobre o recente ataque com armas químicas na Síria, cuja autoria é atribuída a Damasco.

 

Apesar do fracasso das conversações realizadas na semana passada, o novo projeto de resolução exige “uma total cooperação na investigação” sobre o ataque perpetrado na passada terça-feira na cidade de Khan Sheikhun, província de Idlib, noroeste da Síria, numa zona rebelde e ‘jihadista’, indicou hoje o embaixador do Reino Unido junto da ONU, Matthew Rycroft, na rede social Twitter.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu na semana passada três projetos de resolução em reação ao ataque com armas químicas em Khan Sheikhun, que foi atribuído ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad. No entanto, os textos não chegaram a ser votados.

“Não podemos desistir e temos de tentar o melhor possível, com boa-fé, ter um texto a condenar o ataque e a pedir uma investigação profunda”, disse o embaixador francês junto das Nações Unidas, François Delattre, em declarações aos jornalistas.

O novo projeto de resolução apresentado por Londres, Paris e Washington (três dos cincos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU) enfrenta a ameaça de veto da Rússia, aliado tradicional do regime de Damasco e outro membro permanente daquele órgão.

O Conselho de Segurança da ONU ainda está a discutir como responder à ação dos Estados Unidos que ordenou, a 06 de abril, um ataque com mísseis Tomahawk contra uma base aérea do exército sírio associada, segundo a administração norte-americana, ao recente ataque com armas químicas.

A Turquia, os Estados Unidos e vários países ocidentais responsabilizam o regime sírio pelo ataque que fez, a 04 de abril, pelo menos 87 mortos, incluindo 31 crianças.

“É muito importante que exista uma investigação completa para que todos saibam, para que o mundo inteiro fique a saber, como estes ataques químicos horríveis acontecem e de onde eles vêm”, acrescentou François Delattre.

O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu igualmente uma investigação aprofundada pela Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAC) e sugeriu que o Presidente sírio está a ser alvo de falsas acusações.

O ministro da Saúde da Turquia anunciou hoje que análises ao sangue e urina de vítimas permitiram confirmar que foi usado gás sarin no ataque à cidade de Khan Sheikhun.

Recep Akdag, citado pela agência Anadolu, precisou que análises à urina e sangue de vítimas tratadas na Turquia “confirmam que foi utilizado gás sarin”, um poderoso agente neurotóxico.

Segundo Akdag, foi detetada a presença do ácido isopropil metilfosfonil, um dos elementos que “sinalizam” a utilização de sarin.

Cerca de 30 vítimas do ataque foram transportadas para a Turquia e pelo menos três delas acabaram por morrer.

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