Loja comunitária vende roupas de 10 cêntimos a 2,5 euros para ajudar familias carenciadas

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Lusa/AO Online   Regional   24 de Out de 2011, 07:33

 A loja comunitária recentemente aberta na freguesia dos Arrifes, em Ponta Delgada, Açores, "não tem mãos a medir" desde a inauguração, disponibilizando centenas de peças de vestuário usado "a preços simbólicos", de 10 cêntimos a 2,5 euros.

“Há roupa desde recém-nascido até à idade adulta. Os preços não passam dos 2,50 euros, mas temos peças a 10, 50 e 60 cêntimos”, afirmou Sónia Dias, ajudante sóciofamiliar do CAAPS (Centro de Atendimento e Acompanhamento Psicossocial) rural do Patronato de S. Miguel.

Uma das salas do Centro Social e Paroquial Nossa Senhora dos Milagres está transformada desde 10 de outubro numa 'boutique', onde expositores e manequis exibem fatos de homem, vestidos de noite, camisolas de lã, casacos de ganga e calças, mas também meias, lenços, roupa interior e até sapatos.

A loja comunitária nasceu de uma parceria entre a Junta de Freguesia dos Arrifes e o Patronato de S.Miguel, sendo os artigos "doados pela população", que tem sido muito generosa, mas também pelo comércio".

"Há peças novas doadas por lojas por já serem de outras estações", salientou Sónia Dias, exibindo conjunto completo de saia e casaco que pode ser adquirido por "apenas dois euros".

Em tempo de crise, a loja comunitária assume a dupla função de apoiar famílias carenciadas e disponibilizar roupa a preços simbólicos, citando Sónia Dias a existência de "casos de marido e mulher desempregados", situações de "muitas dificuldades".

A loja, que tem registado grande afluência, funciona às segunda, quartas e sexta-feiras, entre as 09:30 e as 15:00, sendo o atendimento assegurado por duas beneficiária do Rendimento Social de Inserção (RSI).

Para Joana Amen, psicóloga do CAAPS, este projeto, além de "promover a reutilização das roupas", serve para "motivar beneficiários do RSI”.

Joana Amen salientou que as pessoas podem entregar na loja "tudo o que já não usam" como forma de ajudar os mais desfavorecidos, acrescentando que o projeto também pretende "vender mobiliário, nos mesmos moldes" em que é vendida a roupa.

“É um projeto de que a freguesia estava a precisar. São muitas as pessoas que procuram a loja, tanto para comprar como para trazer roupa”, afirmou Carla Silva, enquanto atendia uma cliente.

Para o presidente da Junta de Freguesia dos Arrifes, Eusébio Massa, que anunciou a chegada de "material de papelaria", este é um "projeto de extrema importância para a comunidade", defendendo que "cada vez mais são necessárias iniciativas do género, uma vez que a conjuntura económica é grave".


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