Locais de recolha de aparelhos eléctricos em desuso já são 440


 

Lusa / AO online   Economia   14 de Fev de 2010, 12:36

Os equipamentos elétricos e eletrónicos facilitam a vida de todos, mas quando deixam de funcionar tornam-se um problema. A solução passa por depositá-los num dos 440 locais de recolha em todo o país, para serem transformados.

Para evitar que varinhas mágicas, telemóveis, torradeiras, frigoríficos ou máquinas de lavar sejam deixados a deteriorar-se, a Amb3E - Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos - tem a tarefa de os recolher.

Já existem 440 locais onde os consumidores podem deixar, gratuitamente, os equipamentos que já não usam e ficar com a certeza de que o material será tratado, um ponto relevante porque alguns "constituem um perigo para a saúde e meio ambiente", como disse à Lusa o diretor geral da Amb3E, Fernando Lamy da Fontoura.

Os Pontos Eletrão, mais conhecidos do público, já se encontram em 140 locais, alguns dos quais permitem a recolha de pequenos e médios equipamentos, mas também de lâmpadas usadas, com exceção para as incandescentes.

"A Amb3E tem procurado facilitar ao consumidor e ao lojista a deposição dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos. Têm sido assinados protocolos de parceria com grandes superfícies comerciais, estabelecendo-se a colocação de Pontos Eletrão", explicou Fernando Lamy da Fontoura.

As parcerias estabelecidas com entidades como sistemas municipais e autarquias ou com associações de bombeiros voluntários permitem a criação de alternativas de recolha em locais de fraca densidade populacional, onde não existem grandes superfícies comerciais.

E os consumidores parecem estar agradecidos, já que a adesão a estas iniciativas "tem sido muito positiva" e as quantidades recolhidas têm aumentado. Sem especificar números, o responsável referiu que foram ultrapassados os valores mínimos de recolha impostos pela diretiva comunitária, de quatro quilos por habitante e por ano.

O Ponto Eletrão "tem sido fulcral para a implementação de novos comportamentos ambientais no que diz respeito ao correto encaminhamento" daqueles resíduos, disse Lamy da Fontoura.

Muitos consumidores podem não saber, mas segundo uma lei em vigor desde 2005, os distribuidores, grossistas ou retalhistas, são responsáveis por assegurar gratuitamente a recolha dos resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos. Assim, no ato da compra de um aparelho que desempenhe as mesmas funções, o cliente pode deixar o antigo.

E se, devido às suas dimensões ou peso, o consumidor não puder transportar o equipamento, pode solicitar à loja a recolha na sua casa, o que deverá ser feito gratuitamente, como explicou o presidente da Amb3E.

Pequenos eletrodomésticos, como telemóveis ou varinhas mágicas e equipamentos informáticos, incluindo monitores, são os aparelhos mais depositados nos locais de recolha da Amb3E.

O material recolhido é agrupado em 10 categorias, consoante as suas características e, nas unidades de tratamento e valorização, é separado em cinco áreas para posterior desmantelamento manual e tratamento mecânico. Procede-se depois à separação das frações para integração de componentes em novos equipamentos.

Atualmente, a Amb3E tem 60 empresas associadas (57 fundadoras) e mais de 800 aderentes.


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