Dia da Criança com Cancro

Livro ensina pais a recuperar uma vida normal após tratamento ao cancro


 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Fev de 2010, 09:51

Médicos e psicólogos escreveram um livro para ajudar os pais de crianças vítimas de cancro a retomar uma vida normal após o tratamento. A Associação Acreditar apresenta-o na segunda feira para assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro.

"Fim do Tratamento. O que Acontece a seguir?" é uma publicação de cerca de 30 páginas com várias dicas e conselhos para os pais que, apesar do alívio por verem os filhos curados, enfrentam um certo vazio após um longo período de tratamentos em que estão sempre rodeados de profissionais de saúde que controlam a situação.

"As pessoas estão habituadas a uma rotina, a ir ao hospital todos os dias, a ter os médicos, os enfermeiros, os psicólogos uma série de pessoas. Tiveram um filho com uma doença muito grave e preocupam-se porque, de repente, aquele mundo em que viveram muito tempo desapareceu", causando angústias e dúvidas sobre o que devem fazer perante as situações mais comuns, explicou à agência Lusa a diretora geral da Acreditar, Margarida Cruz.

Os pais sentem-se abandonados e inseguros quando as crianças espirram ou têm febre, com receio de que fiquem novamente doentes. Questionam-se se podem fazer desporto e se devem tomar vitaminas específicas ou se podem ter filhos quando forem adultos.

A mensagem é que estas crianças e jovens estão curados e devem "seguir a sua vida normal".

"As pessoas devem procurar reagir como reagem com outro filho, esclarecer dúvidas com o médico, falar com os filhos para que a ansiedade da criança e do jovem não aumente e tratar aquele filho ou filha com a mesma disciplina, o mesmo nível de responsabilidade que qualquer outro", sugeriu.

"Os médicos dizem que uma alimentação equilibrada, igual à de toda a gente, desde que seja saudável, é a adequada. Nada de suplementos vitamínicos, nada de questões especiais", sublinhou.

O exercício físico é igualmente o adequado à idade de qualquer criança ou jovem, afirmou.

"Acho que há muita angústia. Os pais questionam-se por exemplo, se há sarampo ou outra doença na escola - Será que pode fazer mal ao filho, será que vai ser perigoso para ele?", relatou Margarida Cruz, acrescentando que a publicação, apesar baseada num livro já existente, foi atualizada em Portugal por forma a refletir também um pouco da realidade do país.

O livro, feito com base na tradução de uma edição inglesa e revisto por especialistas portugueses de oncologia pediátrica e psicologia, procura dar resposta às preocupações dos pais.

"Acho que há muita angústia. Os pais questionam-se por exemplo, se há sarampo ou outra doença na escola - Será que pode fazer mal ao filho, será que vai ser perigoso para ele?", relatou Margarida Cruz, acrescentando que a publicação, apesar baseada num livro já existente, foi atualizada em Portugal para refletir também um pouco da realidade do país.


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