Bolsa

Lisboa fecha no vermelho mas alivia das fortes perdas da manhã


 

Lusa / AO online   Economia   5 de Fev de 2010, 17:11

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, encerrou esta sexta-feira com uma quebra de 1,36 por cento para os 7.341,56 pontos, com a maioria dos títulos negativos, depois de ter estado a cair quase quatro por cento.
Dos 20 títulos que compõem o índice de referência, 16 encerraram em terreno negativo e quatro ganharam valor, numa sessão de forte liquidez em que foram movimentadas 167,9 milhões de acções, no valor global de 363,5 milhões de euros.

"Esta semana voltou a ser negra para os principais índices bolsistas, com os investidores a deixarem para segundo plano alguns resultados melhores que o esperado e indicadores macroeconómicos positivos", disse à agência Lusa Telma Santos, analista do Millennium BCP Investimento.

A responsável explicou que "o sentimento de mercado esteve bastante condicionado pelos receios dos investidores quanto à capacidade de alguns países europeus lidarem com as suas contas públicas e reduzirem a sua dívida, nomeadamente a Grécia, Espanha e Portugal".

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, procurou na quinta-feira, em diferentes momentos, acalmar os receios dos investidores internacionais, garantindo uma política de "exigência e rigor" para as finanças públicas.

Depois de ter desvalorizado quase três por cento na quarta-feira e cinco por cento na sessão de quinta-feira, hoje o PSI 20 chegou a estar em queda acentuada, próxima de quatro por cento, acompanhando o novo recorde dos custos de protecção sobre a dívida pública portuguesa - 'credit default swap' (CDS) -, que entretanto aliviou dos máximos.

Em Lisboa, a Brisa liderou as perdas da sessão, com uma queda de 5,3 por cento para 5,872 euros, seguida pela Mota Engil, que recuou 3,6 por cento para 2,98 euros e pela Jerónimo Martins, que baixou 3,4 por cento para 6,33 euros.

A Sonae Indústria e a Teixeira Duarte também perderam mais de três por cento, surgindo depois a Galp Energia com uma desvalorização de 2,4 por cento para 10,85 euros.

No sector da banca, o BES recuou 1,7 por cento para 3,736 euros e o BCP perdeu 1,3 por cento para 0,707 euros, ao passo que o Banco BPI subiu 1,9 por cento para 1,916 euros.

Já no que concerne às empresas energéticas, além da forte queda da Galp, nota para a descida da EDP Renováveis, da REN e da EDP, que perderam, respectivamente, 1,2 por cento para 5,76 euros, 0,8 por cento para 2,805 euros e 0,45 por cento para 2,668 euros.

Pela positiva, destaque para a Semapa, que ganhou 2,8 por cento para 7,65 euros, seguida pelo já mencionado BPI, pela Sonaecom e pela Portugal Telecom, com ganhos de 0,67 por cento para 1,661 euros e 0,65 por cento para 7,387 euros.

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