Lisboa fecha a subir 0,4 por cento


 

Lusa/AO online   Economia   17 de Dez de 2007, 16:35

A Euronext Lisboa fechou em alta, em contraciclo com as congéneres europeias, com o PSI 20 a subir 0,41 por cento, para 13.119,20 pontos, puxado por BCP e com Galp a brilhar.
  Dos 20 títulos que integram o principal índice da bolsa portuguesa, quatro subiram, 13 desceram e três ficaram inalterados, numa sessão de boa liquidez.

    Pels positiva destaque para BCP, Galp Energia, Soares da Costa e BPI, únicos títulos que fecharam em alta.

    Do lado negativo referência para Mota-Engil, PT Multimédia e Sonae SGPS.

    A Europa encerrou no 'vermelho', com receios que uma aceleração na inflação e o acumular de perdas relacionadas com o crédito hipotecário de alto risco norte-americano ('subprime') travem o crescimento económico.

    Entre as quedas mais acentuadas ficaram mineiras como BHP Billiton, Antofagasta, Anglo American e Rio Tinto, penalizadas pela queda dos preços do cobre para mínimos de nove meses, assim como as petrolíferas Eni, BP e Total e as tecnológicas Ericsson, Nokia, Philips e Alcatel-Lucent.

    O sector bancário viveu um dia negativo, com fortes descidas de títulos como Fortis, HBOS, Royal Bank of Scotland, UBS, Unicredito, Lloyds, Barclays e ING.

    O índice de referência DJ Stoxx 50 fechou a perder 1,67 por cento, para 3.659,76 pontos e o Euronext 100 encerrou em queda de 1,38 por cento, para 980,26 pontos.

    As desvalorizações nas congéneres da bolsa portuguesa oscilaram entre os 1,55 por cento de Frankfurt e os 1,86 por cento de Londres.

    Na Euronext Lisboa, a maioria dos títulos fechou em queda, tendo os ganhos de BCP e Galp dado energia ao índice para encerrar em alta.

    A Galp Energia fechou a avançar 3,44 por cento para 16,86 euros, com 3,1 milhões de acções trocadas, depois de ter tocado durante a sessão novo máximo de sempre nos 17,46 euros.

    A empresa fechou positiva pela quinta sessão consecutiva, beneficiando de análises positivas e boas perspectivas para a exploração e produção no Brasil e possibilidades de exploração de novas concessões em Angola.

    A EDP ficou inalterada em 4,6 euros e a REN desceu 0,54 por cento para 3,66 euros.

    As desvalorizações foram lideradas pela Mota-Engil, que deslizou 2,81 por cento para 5,18 euros.

    A Portugal Telecom caiu 1,08 por cento para 9,15 euros, limitando um maior ganho do PSI 20, e a PT Multimédia perdeu 1,86 por cento para 9,5 euros.

    Os títulos do unniverso Sonae viveram uma sessão negativa, com a casa-mãe a descer 1,5 por cento para 1,97 euros, a Sonae Indústria a recuar 1,1 por cento para 7,21 euros e a Sonaecom a cair 0,27 por cento para 3,74 euros.

    A Brisa encerrou negativa, com uma queda de 0,2 por cento para 10,07 euros.

    Em declarações à agência Lusa, em Madrid, um porta-voz da espanhola Abertis, accionista da Brisa, garantiu que o reforço da participação na Brisa não foi um acto hostil, mas sim uma questão de oportunidade.

    "Somos sócios estáveis e interessados em ajudar à estabilidade accionista da Brisa", frisou a mesma fonte, afirmando que o investimento feito na empresa portuguesa é "de longo prazo”.

    Na banca, o BES fechou a descer 1,22 por cento para 15,41 euros, pressionando em baixa o índice, enquanto o BPI somou 0,19 por cento para 5,39 euros e o BCP liderou os ganho no PSI 20 com uma subida de 5,63 por cento para 3 euros.

    O maior banco privado português, que esteve a subir mais de 6 por cento para 3,02 euros durante a sessão foi o título mais negociado do dia com 39,7 milhões de acções trocadas, beneficiando da passagem de vários blocos de acções incluindo um de 4,6 milhões.

    Durante a sessão de hoje foram transaccionadas 74,8 milhões de acções no principal índice da bolsa portuguesa, correspondentes a um volume de negócios de 325,4 milhões de euros.
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