Lincoln Center de Nova Iorque homenageia Manoel de Oliveira, um dos grandes do século XX

Lincoln Center de Nova Iorque homenageia Manoel de Oliveira, um dos grandes do século XX

 

Lusa/AO Online   Internacional   25 de Fev de 2016, 07:31

O Lincoln Center de Nova Iorque exibe, entre hoje e sábado, os quatro filmes de Manoel de Oliveira, produzidos pelo realizador na década de 1970 e no início dos anos 80, que compõem a Tetralogia dos Amores Frustrados.

"Decidimos mostrar a 'Tetralogia dos Amores Frustrados' como uma homenagem a Manoel de Oliveira, um dos grandes cineastas do século XX. Estes primeiros filmes são raramente mostrados, por isso quisemos fazer algo especial e trazer cópias em 35 milímetros de Portugal", explicou o diretor de programação da Film Society do Lincoln Center, Florence Almozini, à agência Lusa.

A tetralogia inclui os filmes "O Passado e o Presente" (1972), "Benilde ou a Virgem Mãe" (1975), "Amor de Perdição" (1979) e "Francisca" (1981), todos baseados em obras da literatura portuguesa.

"A produção de Oliveira aumentou exponencialmente nas últimas décadas da sua vida, mas foram os quatro filmes que fez em Portugal, entre 1972 e 1981, quando já estava na casa dos 60 anos, que estabeleceu a sua reputação internacional", escreve a organização na apresentação da mostra.

Nos filmes, que adaptam obras de Camilo Castelo Branco, Agustina Bessa-Luís, Vicente Sanches e José Régio, o realizador aborda as dificuldades de comunicação nas relações entre homens e mulheres, assim como a intangibilidade do amor absoluto.

Sobre os filmes, o Lincoln Center diz que "estas adaptações literárias estenderam-se no tempo, mas mantiveram sempre o foco."

"Movendo-se austeramente, mas pulsando com energia sensual, bebendo de convenções teatrais do século XIX, mas confiando, da mesma forma, em gestos meta autorreflexivos, estes filmes assinalaram a chegada de uma voz cinemática sem paralelo", defendem os organizadores, Dennis Lim e Florence Almozini.

"A sua morte [de Manoel de Oliveira], em 2015, aos 106 anos, privou o cinema de uma das suas lendas vivas e de um dos seus mais produtivos e surpreendentes artistas", conclui o Lincoln Center na apresentação da mostra.

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