“Limpar Portugal” diz que o seu projecto nacional “emperrou” na Autoridade Florestal


 

Lusa / AO online   Nacional   20 de Nov de 2010, 11:54

O movimento “Limpar Portugal” está a limitar a sua ação às florestas do Porto, uma vez que o objectivo de dar dimensão nacional ao projecto “emperrou” na Autoridade Florestal Nacional”, disse hoje à agência Lusa a mentora do movimento.

“A nossa ideia é atuar a nível nacional. A Autoridade Nacional de Protecção Civil abriu-nos as portas, mas endossou-nos para a Autoridade Florestal Nacional (AFN) e aí emperrou”, queixou-se Judite Maria Moura.

Ao contrário, a recetividade que a ideia teve no Porto, mesmo ao nível de Comando Operacional de Operações de Socorro, do Governo Civil e das autarquias, foi “extraordinária”, explicou a ativista, que falava aos jornalistas durante uma ação de limpeza de floresta na encosta da serra do Branzelo, em Medas, Gondomar.

A ação envolveu 95 pessoas, incluindo a própria governadora civil do Porto, Isabel Santos, que pegou numa enxada e tratou de rapar mato na berma de uma caminho de acesso ao cimo da serra.

O grupo inclui ainda voluntários do projeto “Limpar Portugal”, efetivos dos serviços municipais de Protecção Civil, formandos das corporações dos Bombeiros Voluntários de Gondomar e Valbom e agrupamentos de escuteiros do concelho.

Esta ação visou em concreto o alargamento de acessos para viaturas de bombeiros, explicou, no local, a governadora civil.

A primeira ação de prevenção de fogos florestais no distrito do Porto decorreu em outubro no monte de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso, com particular enfoque na limpeza de mato, recolha de lixo e eliminação de espécies invasoras.

As próximas estão marcadas para a serra de Santa Justa, em Valongo, e incluirão a preparação das áreas ardidas para a sementeira de bolotas, fruto-semente comum a carvalhos, azinheiras e sobreiros, com vista à reflorestação com espécies autóctones, mais resistentes à propagação de incêndios.

Os incêndios florestais consumiram este ano, até 15 de setembro, quase 118 mil hectares, mais 58 por cento do que no mesmo período do ano passado, segundo um relatório da AFN.

Entre 01 de janeiro e 15 de setembro arderam 117.949 hectares de floresta, contra 74.792 no ano passado.

O distrito da Guarda contabilizou a maior área ardida (23.345 hectares), seguindo-se os distritos de Viana do Castelo (19.877), Vila Real (18.751) e Viseu (15.321). Três quartos da área ardida situaram nestes cinco distritos.

Já quanto ao total de ignições nos primeiros nove meses e meio do ano, a maioria (53 por cento) ocorreram nos distritos do Porto, Aveiro e Braga.


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