Assembleia Legislativa Regional

Lima diz que Marinho 'caiu do palco'

Lima diz que Marinho 'caiu do palco'

 

Olímpia Granada   Regional   26 de Nov de 2010, 02:05

Os comentários do líder da bancada do CDS surgiram no debate e votação na especialidade, quando o decorrer dos trabalhos se aproximava da meia-noite de quinta-feira e César insistiu em questionar o PSD, sem resposta, sobre as implicações financeiras de uma iniciativa social democrata

Em causa estava uma proposta de alteração da bancada social democrata (inviabilizada) no sentido de desafectar verbas (6 ME) previstas no Orçamento para o Centro de Arte Contemporânea na Ribeira Grande e por forma a financiar um reforço de cooperação financeira com os municípios no montante de 5,5 ME.

Perante esta proposta e considerando que o Centro de Arte Contemporânea é co-financiado pela União Europeia, o vice-presidente do Governo, Sérgio Àvila,  quis saber se o PSD tinha calculado o impacto dos fundos comunitários que se iriam perder, caso a obra não seja executada.

"O PSD não admite esse tipo de dúvidas, da seriedade das suas propostas", comentou o presidente do Grupo Parlamentar social democrata, António Soares Marinho.

Na ausência da resposta pretendida, o presidente do Governo Regional, Carlos César, fez uso da palavra: "O senhor responde que não «admito que ponha em causa a minha seriedade?!» Tem que responder é qual é o montante", acrescentando que “um grupo parlamentar com as responsabilidades do PSD confessa-se absolutamente ignorante sobre o impacto financeiro das propostas que apresenta de alteração do Plano e do Orçamento da Região”

Soares Marinho retorquiu que César estava a "fazer teatro" e questionou, por sua vez, se o presidente do Governo "sabe quanto é que vai falhar durante o ano de 2011".

Ora, por esta altura, o presidente do Grupo Parlamentar do CDS, Artur Lima, fez também uso da palavra para advogar o direitos dos partidos a uma resposta do PSD, por forma a poderem votar a proposta. Marinho não gostou e reagiu considerando Lima um actor secundário da peça de teatro de César, ao que o líder centrista reagiu de imediato: "Antes secundário [...] a favor dos açorianos" do que pretender ser "actor principal e cair do palco".

A dura troca de impressões marcou a primeira parte da maratona nocturna de votações na especialidade, com quase duas centenas de propostas alterações, sendo 130 da autoria da representação parlamentar do PPM, e com Carlos César a aproveitar a oportunidade para, uma vez mais, acusar o PSD de não fazer o trabalho de casa, afastando assim do PS o ónus da inviabilização das propostas sociais democratas.

Mais tarde, e já por volta das 02h30 da madrugada desta sexta-feira, o deputado social democrata Cláudio Lopes recuperou o assunto para garantir que o PSD tinha consciência do impacto da sua proposta, ou seja, a possibilidade das câmaras perderem mais de 73 ME de fundos comunitários, com efeito reprodutivo nos respectivos concelhos.


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