Liga contra o cancro já tem consulta de psico-oncologia nos Açores

Liga contra o cancro já tem consulta de psico-oncologia nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Jul de 2014, 17:02

Desde o início do ano que o núcleo da Liga Portuguesa Contra o Cancro nos Açores, sediado na Terceira, disponibiliza consultas gratuitas de psico-oncologia a doentes e familiares, um serviço ainda pouco procurado por desconhecimento.

 

“As pessoas aqui ainda estão pouco familiarizadas com isso. Tendem a centrar-se muito no hospital e a não procurar outras alternativas, mas temos feito a divulgação do serviço, que é gratuito”, afirmou Gonçalo Forjaz, presidente do Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

As consultas de psico-oncologia, presentemente disponíveis somente na ilha Terceira, são feitas por duas psicólogas, que trabalham em regime de voluntariado para a liga, dando apoio aos doentes e seus familiares, ao contrário do serviço de psicologia dos hospitais, que acompanham apenas os doentes oncológicos.

Segundo disse Gonçalo Forjaz, o norte do país foi o primeiro dos cinco núcleos da Liga Portuguesa Contra o Cancro a iniciar as consultas de psico-oncologia, um serviço que, atualmente, já está disponível nos restantes núcleos.

Gonçalo Forjaz explicou que para marcar uma consulta basta ligar para a sede do núcleo, em Angra do Heroísmo, através do número de telefone da rede fixa 295212345.

“Por enquanto, é só na Terceira, mas obviamente que queremos expandir para outras ilhas [o serviço]”, afirmou, acrescentando que as consultas vão passar a ser feitas no Centro de Oncologia dos Açores, em Angra do Heroísmo, em gabinetes individualizados.

A existência de apoio psicológico especializado, além de contribuir para uma melhoria significativa da qualidade dos doentes e dos seus familiares, potencia uma diminuição do tempo de recuperação clínica, melhora a compreensão sobre a doença e diminui os índices de perturbações depressivas e ansiosas.

Todos os anos o Núcleo da Liga Portuguesa Contra os Cancro nos Açores realiza atividades de angariação de fundos, de modo a poder apoiar, durante o ano, os doentes, as famílias e a investigação feita em torno do cancro.

“Gastamos uma média de 50 a 70 mil euros por ano com o apoio a doentes oncológicos nos Açores. É o apoio à medicação, alimentação. No caso do cancro da mama, apoiamos também a aquisição de cabeleiras, próteses. O apoio social é o que gasta mais”, revelou Gonçalo Forjaz.

Nos Açores, todos os anos são descobertos uma média de 1.050 novos casos de cancro, sendo que a região representa dois a dois e meio por cento da taxa de incidência nacional.

Gonçalo Forjaz indicou que os Açores têm mesmo a maior prevalência e mortalidade nacional no caso de cancro do pulmão nos homens, apontando como principal razão o facto de o arquipélago produzir tabaco e haver grande tradição tabágica, sobretudo nos meios rurais.

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