Líder PSD/Açores nega pré-coligação com CDS para legislativas

Líder PSD/Açores nega pré-coligação com CDS para legislativas

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Mai de 2015, 17:46

O líder do PSD/Açores negou hoje a existência de uma pré-coligação com o CDS-PP para as eleições legislativas, vincando que o partido decidiu por unanimidade e voto secreto concorrer sozinho na região.

“Não houve pré-coligação. Houve e há contactos diários entre os vários partidos”, afirmou Duarte Freitas aos jornalistas à margem de uma visita ao lar de idosos da Casa do Povo de Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

Na semana passada, o líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, disse que o partido tinha um pré-acordo de coligação com o PSD/Açores para as eleições legislativas e que descobriu pela comunicação social que os social-democratas iam avançar sozinhos.

O líder do PSD/Açores reforçou hoje que “o partido decidiu por unanimidade e voto secreto que o PSD [Açores] não se ia apresentar a eleições nacionais coligado”, escusando-se a tecer mais comentários sobre o caso.

Duarte Freitas manifestou-se, por outro lado, tranquilo quanto ao pedido de anulação da constituição da lista do PSD/Açores às próximas eleições legislativas e realçou que compete ao Conselho de Jurisdição analisar o requerimento.

“Tenho conhecimento de que houve um militante que fez um ofício ao Conselho de Jurisdição [do PSD/Açores]. Naturalmente o Conselho de Jurisdição analisará, como analisa todas as questões que lhe são colocadas”, afirmou Duarte Freitas.

A imprensa açoriana dá conta hoje de que foi entregue ao Conselho de Jurisdição do PSD/Açores um requerimento a pedir a anulação da deliberação da Comissão Política Regional da semana passada quanto aos nomes dos candidatos social-democratas pelos Açores às legislativas, por considerar que este órgão não tem competências para tal.

Duarte Freitas referiu que tanto a decisão de não haver coligação como de renovar por completo as listas às eleições nacionais foram decididas por voto secreto e com o apoio de 95% dos votos da comissão política regional, acrescentando que “a componente política está decidida”.

No final de abril, um grupo de personalidades açorianas ligadas, maioritariamente, ao PSD e ao CDS-PP, divulgaram um "manifesto de apelo" à recandidatura de Mota Amaral a deputado na Assembleia da República.

"O que está em cima da mesa é um apelo que é necessário e uma onda que é necessário criar à volta de João Bosco Mota Amaral. Independentemente da questão do partido ou de ser um nome que está a colocar, digamos, alguma reserva por parte do PSD/Açores, sentimos a necessidade de dizer que João Bosco Mota Amaral tem de ser o candidato", disse à Lusa Pedro Nascimento Cabral, o primeiro subscritor do texto.

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