Lider PS/Madeira considera imperioso acabar com os "regedores do reino"


 

AO/Lusa   Regional   18 de Mar de 2016, 21:19

O líder do PS/Madeira afirmou esta sexta-feira, nos Açores, que as autonomias das regiões entraram "definitivamente numa fase adulta", pelo que se torna "imperioso acabar com os regedores do reino" para aprofundar aquele mecanismo em benefício das populações.

 

“As autonomias cresceram e entraram definitivamente na fase adulta. Agora, o passo imperioso para a evolução e aprofundamento deste mecanismo é acabar com os regedores do reino e elevar e credibilizar os nossos parlamentos atlânticos. Na verdade não precisamos de tutores e de representantes, autênticos regedores do reino, junto de nós”, disse.

Carlos Pereira falava na sessão de abertura do XVI Congresso do PS/Açores, que decorre até domingo, no Parque de Ciência e Tecnologia, da Lagoa, em São Miguel.

"Se o Presidente da República é o presidente de todos os portugueses e sendo nós portugueses, a fiscalização legislativa deve ser feita por esse órgão de soberania sem intermediários ou enclaves territoriais. Os nossos parlamentos não são filhos menores do sistema democrático e constitucional português e esta é uma discussão que deve ter, do nosso ponto de vista, resultados efetivos nos próximos anos", sustentou

Por outro lado, Carlos Pereira defendeu a necessidade de “aperfeiçoar o entendimento constitucional da autonomia”, considerando que “há uma óbvia e urgente necessidade de clarificação das competências autonomias no plano constitucional" dada "a natureza da jurisprudência restritiva do Tribunal Constitucional”.

Na sua intervenção, o líder do PS/Madeira, que é também deputado na Assembleia da República, criticou o anterior Governo da República por ter “prejudicado o aprofundamento das autonomias” e com “um posicionamento centralizador e distante do interesse dos povos das regiões” que “abriu profundas fraturas na coesão social da nação”.

“Precisamos de autonomistas praticantes e estamos de alguma forma fartos de gente com conversa de autonomia e práticas de centralismo. Há gente nas nossas regiões, alguns até andaram pela Assembleia da República, mas o histórico das suas longuíssimas e até intermináveis carreiras foi um quase vazio de ideias autonómicas e uma defesa intransigente, não das suas regiões, mas sim dos seus partidos. Eu conheço alguns assim na Madeira, digo isto até com mágoa", sustentou.

O líder madeirense do PS reafirmou a sua “total disponibilidade para continuar a lutar pelo aprofundamento da autonomia “em todo o lado e em todas as horas”, na Madeira, nos Açores, em Bruxelas ou em Lisboa.

“Reafirmo, por isso, que não estão sozinhos nesta luta. Orgulho-me de fazer parte deste exército autonomista que será a frente avançada dos ilhéus que tanto precisam de nós”, frisou Carlos Pereira, que elogiou o líder do PS/Açores, e presidente do Governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, pelo seu papel na defesa das autonomias.

Na reunião magna dos socialistas açorianos, que decorre no Parque de Ciência e Tecnologia, participam cerca de 260 delegados que vão debater 25 moções setoriais e a moção de orientação política global, da autoria do presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, reeleito para um segundo mandato em janeiro último.

 


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