Líder norte-coreano pede "vingança" contra EUA pelo 62º aniversário do armistício

Líder norte-coreano pede "vingança" contra EUA pelo 62º aniversário do armistício

 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Jul de 2015, 12:29

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pediu esta quinta-feira "vingança" contra os Estados Unidos pelos crimes cometidos na Guerra da Coreia, cinco dias antes do 62.º aniversário do armistício que pôs fim ao conflito.

 

Kim afirmou que a Coreia do Norte deve "fazer pagar os Estados Unidos pelo derramamento de sangue dos coreanos e ajustar contas o quanto antes com a força das armas", segundo um texto publicado hoje pela agência de notícias oficial KCNA.

Kim Jong-un fez estas declarações numa visita ao Museu de Sinchon das Atrocidades dos Estados Unidos na Guerra da Coreia, localizado no centro de Pyongyang.

Assinado a 27 de julho de 1953, o armistício pôs fim à Guerra da Coreia e confirmou a divisão da península coreana depois de três anos de hostilidades.

Kim Jong-un "disse que o museu serve como um centro para a educação das diferentes classes e uma fonte de desejo de vingança contra o inimigo, assim como um lugar histórico onde se expõem as monstruosas atrocidades dos imperialistas norte-americanos", segundo a KCNA.

O Museu de Sinchon, construído em 1960 e cujas instalações foram ampliadas e modernizadas no ano passado, alberga material sobre os crimes que a Coreia do Norte atribui aos Estados Unidos no conflito ocorrido há seis décadas.

Cerca de 35.000 norte-coreanos morreram na localidade de Sinchon.

A Guerra da Coreia -- o primeiro conflito da Guerra Fria e um dos mais sangrentos da história -- arrasou cidades inteiras na península coreana e custou a vida a cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo estimativas.


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