Líder e outros 13 dirigentes da Irmandade Muçulmana condenados à morte no Egito


 

Lusa/AO online   Internacional   16 de Mar de 2015, 17:39

Um tribunal egípcio condenou à morte 14 dirigentes da Irmandade Muçulmana, entre os quais o seu líder supremo, Mohamed Badie, indicou a imprensa oficial e alguns advogados.

 

Catorze altos responsáveis da confraria, classificada pelas autoridades como organização terrorista em 2013, foram considerados culpados, por um tribunal penal, de "planear ataques contra o Estado", segundo as mesmas fontes.

Os casos destes 14 islamitas foram remetidos para o mufti Shauqi Alam, máxima autoridade religiosa do Egito, para que emita a sua decisão, embora esta não seja vinculativa, noticiou a agência oficial Mena.

O Tribunal Penal de Gizé emitirá no próximo dia 11 de abril a sua decisão definitiva sobre este caso em que se acusa os islamitas de dirigir operações para enfrentar as autoridades depois de os acampamentos nas praças de Rabaa al-Adauiya e Al-Nahda, no Cairo, terem sido desmantelados, em agosto de 2013, e de propagar o caos no país.

Bedie, bem como outros dirigentes da Irmandade Muçulmana, tinha já sido condenado à morte noutros casos, por instigar a violência e estar envolvido em distúrbios.

Os 14 condenados são parte de um total de 35 processados neste caso, os restantes dos quais conhecerão as respetivas sentenças também na sessão de 11 de abril.

Outros altos responsáveis da Irmandade condenados à morte neste caso são Mohamed Gazlan, Mustafa al-Ganini e Saad al-Huseini, todos membros da comissão executiva da confraria.

Centenas de pessoas foram sentenciadas à pena de morte no último ano no Egito em julgamentos coletivos que as organizações de direitos humanos criticaram por não respeitarem os princípios de um julgamento justo e pela severidade das penas, entre outros motivos.

Alguns dos casos mais polémicos deram-se na cidade de Al-Minia, a sul do Cairo, onde em poucos meses foram condenados à pena capital centenas de islamitas, entre os quais Badie.

Até 07 de março último, nenhuma destas condenações tinha sido aplicada, mas nesse dia foi executado por enforcamento um islamita condenado por assassínio durante os protestos após a destituição do Presidente Mohamed Morsi, em julho de 2013.

Desde o golpe militar contra Morsi, dirigente da Irmandade Muçulmana, as autoridades perseguiram os simpatizantes, membros e líderes da confraria, que foi, além disso, declarada grupo terrorista.


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