Açores/Eleições

Líder do PSD considera "inadmissível" que Bruxelas imponha cortes a Portugal

Líder do PSD considera "inadmissível" que Bruxelas imponha cortes a Portugal

 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Out de 2016, 06:08

O líder do PSD/Açores e candidato pelo círculo de São Miguel às eleições regionais classificou segunda-feira de inadmissível que Bruxelas imponha a Portugal cortes aos fundos estruturais, alegando que a região precisa desse dinheiro para investir.

 

“Do ponto mais ocidental da Europa quero dizer para os corredores de Bruxelas, que conheço bem, que é inadmissível impor cortes nos fundos estruturais”, afirmou Duarte Freitas, que falava num jantar comício no concelho faz Lajes das Flores, na ilha das Flores.

O Parlamento Europeu (PE) discutiu segunda-feira com a Comissão Europeia, à margem da sessão plenária e pela primeira vez, a possível suspensão de fundos estruturais a Portugal e Espanha, no chamado ‘diálogo estruturado’, com caráter consultivo.

Os membros portugueses do Conselho Económico e Social Europeu (CESE) consideram que penalizar Portugal com um eventual corte dos fundos estruturais seria “um castigo” com consequências graves na recuperação económica e social do país.

O candidato social-democrata açoriano e antigo eurodeputado referiu que 78% do investimento realizado em Portugal em 2014 veio dos fundos estruturais e que o país fez grandes sacríficos, pelo que não merece ser castigado.

“Eu lanço um repto aos eurocratas não castiguem o povo, que já foi castigado por causa dos socialistas dos Açores e do continente”, salientou Duarte Freitas, acrescentando que “os senhores de Bruxelas não sabem o que é viver no concelho das Lajes e que a Fajazinha também é Europa e Açores”.

Para Duarte Freitas, é importante que Bruxelas trate os Açores com respeito e não cortem o investimento de que “a região tanto precisa” para se continuar a desenvolver.

Num jantar comício em que a eletricidade foi abaixo duas vezes, Duarte Freitas insistiu que no dia 16 de outubro o que conta é o voto, que é secreto e a decisão está nas mãos do povo e não nas do “PS, do Governo ou da máquina socialista que tenta impor a sua vontade sobre todos os açorianos”.


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