Líder do PSD/Açores quer reflexão sobre transporte marítimo no arquipélago

Líder do PSD/Açores quer reflexão sobre transporte marítimo no arquipélago

 

LUSA/AO online   Regional   19 de Ago de 2016, 17:56

O líder do PSD/Açores defendeu hoje uma reflexão "de forma estruturada" sobre o transporte marítimo de passageiros e mercadorias na região, de modo a criar emprego e mais riqueza para o arquipélago

"Aquilo que nós pretendemos é pensar o futuro dos transportes marítimos de mercadorias e passageiros nos Açores de forma estruturada, face à realidade geográfica, social e económica, mas, também, tentando fazer com que os investimentos tenham o melhor efeito possível”, afirmou Duarte Freitas, após visitar uma empresa transitária, na zona industrial do porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

O cabeça de lista do PSD pelo círculo de São Miguel às eleições regionais de 16 de outubro destacou que os Açores tencionam construir navios “sem pensar bem que serviços é que vão prestar, sem pensar bem nas dinâmicas internacionais, nacionais e regionais que existem, e sem pensar até nos agentes que já estão no mercado”.

Para Duarte Freitas, os investimentos em causa são “muito pesados e devem ser pensados estruturalmente a médio, longo prazo”.

Porém, sublinhou, “infelizmente não é isso que se tem verificado nos Açores”.

Também ao nível das infraestruturas portuárias o candidato a presidente do Governo Regional defendeu ser necessário refletir, desde logo sobre o que se pretende fazer no porto da Praia da Vitória e no de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, de modo a adequá-los às dinâmicas internacionais.

Segundo Duarte Freitas, o importante é “garantir sempre mercadorias e exportações a preços o mais barato possível, assim como no caso da distribuição interna”, para que “a regularidade e a segurança no transporte de mercadorias sejam mais eficientes nos Açores”.

O candidato social-democrata reafirmou ainda a intenção de criar no porto da Praia da Vitória um espaço de tributação diferenciada, no sentido de atrair indústrias de transformação de mercadorias para depois reexpedi-las com benefícios fiscais.

“Não é uma zona franca no sentido de atrair capitalismo financeiro, não é isso que nos interessa, mas sim atrair investimento para criação de emprego”, precisou Duarte Freitas.

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