Líder do PCP/Açores volta a alertar para eventual privatização da SATA

Líder do PCP/Açores volta a alertar para eventual privatização da SATA

 

AOnline/LUSA   Regional   25 de Fev de 2015, 19:33

O líder do PCP/Açores voltou hoje a afirmar que diversificação do capital social da SATA prevista no plano estratégico até 2020 da companhia aérea pode significar a sua privatização.

“A data de 2017 [referida no plano estratégico da SATA] fala-nos numa diversificação do capital, o que, para nós, pode significar a privatização”, declarou Aníbal Pires, aos jornalistas.

O dirigente comunista esteve hoje no aeroporto de Ponta Delgada para alertar a população e os trabalhadores do Grupo SATA para algumas questões relacionadas com a companhia aérea, que tem como único acionista a Região Autónoma dos Açores.

Aníbal Pires deu o exemplo do que se passou com a ANA (a empresa que gere a maioria dos aeroportos do país), privatizada recentemente, dizendo que os efeitos negativos dessa decisão se fazem sentir no aeroporto de Ponta Delgada, onde deixou de haver estacionamento gratuito.

O líder do PCP/Açores alertou ainda para o impacto no desemprego que terá a não renovação de contratos de trabalho na SATA, no âmbito da estratégia definida até 2020.

Aníbal Pires considera que o principal objetivo da SATA é ser um “instrumento económico e social, sustentável” dos Açores, algo que não vê acontecer face aos desenvolvimentos dos últimos tempos.

No panfleto que foi distribuído no aeroporto, o PCP/Açores declara que os sucessivos governos regionais socialistas são “inteira e exclusivamente responsáveis pela situação” do grupo SATA.

“Foram anos e anos de falta de rumo e visão estratégica de futuro; de constante intromissão política na gestão empresarial, sem preocupações com a sustentabilidade financeira das opções tomadas; de abandono de rotas lucrativas, de subaproveitamento da capacidade da SATA, em termos de tripulações e aeronaves”, lê-se no documento.

Os comunistas consideram que o plano estratégico da SATA não surgiu por coincidência na mesma altura em que haverá uma liberalização de rotas aéreas que ligam os Açores ao continente, sendo um “sinal claro de favorecimento” das novas operadoras que irão surgir no mercado, em prejuízo da companhia açoriana.

“Este plano estratégico não só não dá resposta aos problemas da SATA como pretende limitar mais a sua capacidade, reduzindo a sua atividade e promovendo o desemprego”, refere-se no panfleto.

O PCP/Açores, que considera a empresa viável, declara que o “essencial dos problemas” da SATA está relacionado com a dívida de mais de 57 milhões de euros dos governos da República e regional.

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